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Abandone o seu mundo e mude para a Nicarágua

Por Ricardo Moreno -

Recentemente, conheci por meio do Instagram o Maderas Village (@maderasvillage). Construído numa região pouco explorada da Nicarágua, em San Juan del Sur, na costa do Pacífico, o lugar é um hotel butique, com vinte quartos de tamanhos, configurações e preços variados, e também uma comunidade artística.

Você até pode pagar para ficar como um hóspede comum. Mas, o que me fez vidrar, é a proposta de residência artística que compõe essa fraternidade. Fui atrás para entender um pouco mais. Conversei com dois dos sócios, o americano David Grossman e o canadense Matt Dickinson, e descobri uma amiga de Nova York que tinha acabado de voltar de uma temporada de 5 meses lá.

Maderas Village

Os residentes são homens e mulheres de várias partes do mundo: jovens profissionais bem-sucedidos em distintas áreas que decidiram reorganizar as prioridades da vida e criar novos significados para suas existências. Pessoas que apresentaram projetos que fizessem algum sentido para o crescimento do empreendimento e foram convidados para uma temporada no coletivo.

E os projetos são dos mais variados: de pintura à meditação, de criar música a fazer pão. Há quem fique apenas alguns dias; há quem passe meses, como a minha amiga Jade. E há quem tenha ido e não voltado mais – se integrou à equipe e hoje trabalha na infraestrutura do lodge-comuna.

Maderas Village

O Maderas é um think tank muito moderno. Tão moderno que muita gente ainda não entendeu o significado por baixo dessa névoa meio hippie, meio hedonista. Mas eles também recebem corporações em crise de identidade para rehabs criativos. Os próprios sócios são ex-executivos do mercado financeiro e imobiliário decepcionados com uma vida de muito dinheiro e pouco significado. Como disse Dave: “Aqui não são férias, é estilo de vida.”

Pois se no mês que vêm você não me encontrar mais aqui, já sabe: fui embora pra Nicarágua.

www.maderasvillage.com

Maderas Village