Austrália: Fat Duck vai atrás do sol

Por Marília Kodic -

Mingau de caracol, salmão escalfado em alcaçuz e sorvete de ovo e bacon são algumas das excentricidades que figuram no menu do premiado e irreverente The Fat Duck, de Heston Blumenthal, que já foi protagonista de séries televisivas sobre gastronomia em canais como Discovery Science e BBC.

Para celebrar seu aniversário de 20 anos, o restaurante fecha suas portas ao oeste de Londres no próximo verão – apenas para reabrir no Crown Casino de Melbourne, na capital australiana, por seis meses.

Depois do fenômeno pop-up surgido na última década, a realocação de renomados restaurantes durante alguns meses promete ser a grande novidade no setor gastronômico em 2015. A abertura acontece em janeiro, no alto verão da cidade costeira.

Templo da gastronomia molecular (arte de preparar alimentos usando técnicas da ciência), o Fat Duck, aberto em 2005 e dono de três estrelas Michelin, é famoso pelos seus pratos teatrais, que incluem até elementos de áudio. Para experimentar seu menu degustação – que tem cerca de 15 pratos, incluindo as receitas que abrem esse post –, recomenda-se quatro horas e meia.

Antes de Blumenthal, os irmãos Roca experimentaram a técnica levando seu premiado restaurante catalão El Celler de Can Roca para um “tour” na América Latina, abrindo temporariamente no México, Colômbia e Peru em agosto. O chef Rene Redzepi também anunciou recentemente que seu Noma, em Copenhagen, na Dinamarca, vai mudar para Kyoto, no Japão, durante o mês de janeiro de 2015. O restaurante, que tem em seu menu iguarias como tartare de carne com formigas, é o atual melhor do mundo (pela quarta vez) pela revista britânica Restaurant, um dos mais importantes rankings do meio.

Deu água na boca, não?