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Não contém álcool: bares para experimentar os drinks do momento

Por Fabiana Corrêa -

Nada a ver com aqueles coquetéis de frutas adocicados ou o chá gelado com limão. Não teria graça. Os drinks que estão se multiplicando em alguns dos bares mais bacanas do mundo têm teor alcóolico zero, mas são tão elaborados quando os outros. É que a onda dos teetotalers, gente que está tirando o álcool do cardápio do mesmo jeito que os veganos excluíram tudo o que tem origem animal, vem crescendo. Em vários desses bares, os coquetéis incluem bebidas funcionais como kombucha, switchel ou matchá. Talvez seja Londres a capital com mais opções para uma noitada abstêmia, mas em São Paulo elas começam a aparecer. Dá uma olhada onde é que você pode experimentar esses drinks mundo afora.

Fitó
Foto: Ludmila Bernardi

Fitó (São Paulo)

A moda teetotal não pegou forte no Brasil. Ainda. Mas alguns bares e restaurantes, caso do Fitó, que serve comida de inspiração nordestina, já têm drinks para abstêmios ou só para quem não está bebendo por hoje. A famosa Gengibirra, um fermentado de gengibre, leva um toque de limão. E o Sossega Lampião mistura maracujá, mel de camomila e água com gás. Para acompanhar, bolinho de costela de porco servido com geleia de pimenta.
R. Cardeal Arcoverde, 2773, Pinheiros


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Z Deli (São Paulo)

Entre os drinks preparados pelo bartender Caio Carvalhaes há algumas (poucas) opções sem álcool para acompanhar os sanduíches de pastrami, rosbife ou salmão. Em tardes quentes, refresque-se com o chá de hibisco com toque de limão e club soda na nova filial do Z Deli Sandwich Shop no Centro.
R. Bento Freitas, 314, República


Me Gusta

Me Gusta (São Paulo)

No andar de baixo do restaurante Ema, o Me Gusta tem um cardápio bem temperado - criado pela chef Renata Vanzetto -, som alto e sanduíches deliciosos. No menu de drinks, o barman Pedro Furrer incluiu o Shirley Temple, que leva grenadine caseiro, suco de limão siciliano e refrigerante de gengibre gaseificado na hora.
R. Bela Cintra, 1551, Jardins


mica

Mica (São Paulo)

Um corredor estreitinho dos mesmos donos do vizinho Pitico, o Mica tem pratos de izakaya e drinks criados por Beatriz Coutinho. Tudo gostoso e por bons preços. Lá, quem não quer álcool pode pedir o suco de pepino com limão siciliano e calda de gengibre ou o isotônico switchel de gengibre e mel.
R. Guaicuí, 33, Pinheiros


kultured

Kultured (Londres)

Taí um bar que se preocupa com a sua saúde. Não é só mindful eating, é mindful drinking. Os fermentados e probióticos estão em todo o cardápio do Kultured, que serve produtos locais, kimchi (uma conserva coreana), carnes e peixes defumados e pães de fermentação natural. Os drinks, claro, vão na mesma pegada. O Retox Tonic mistura kombucha de gengibre, vinagre de cidra de maçã e xarope de mel de manuka.
21 Great Windmill st.


pokpok

Pok Pok (Portland)

Essa rede de restaurantes que nasceu em Portland engarrafou seus drinks à base de vinagre de cana, feitos ali mesmo. O gosto é algo parecido com o do kombucha e faz um bem danado à saúde. Frutas, ervas, muitos temperos - e nada artificial - dão um sabor único para cada uma das garrafinhas. O bartender do Pok Pok mistura água com gás e dá um toque pessoal no copo, que pode levar cúrcuma e outros ingredientes.
3226 SE Division Street


Mother of Pearl

Mother of Pearl (Nova York)

Meio elegante, meio kitsch, o Mother of Pearl serve comida polinésia vegetariana em um ambiente de decoração... Diferente, vamos dizer assim. Peça cogumelos com coco e molho de pimenta, um belo prato de frutas e harmonize com Orchard Island, um drink feito de suco de maçã verde, limão e purê de coco.
95 Ave.A


redemtion

Redemption (Londres)

O nome diz tudo: o menu de drinks desse restaurante vegano é totalmente sem álcool. São duas casas na cidade: em Shoreditch e em Notting Hill. No cardápio do Redemption, berinjelas assadas com molho de tahine e limão para acompanhar o Coco-Tini: água de coco, limão, agave e sal rosa.
320 Old Street


seedlip

Seedlip

Esse é pra levar pra casa. O inglês Ben Branson, um fazendeiro de 35 anos, parece ter entendido primeiro a tendência teetotal. Ele criou o Seedlip em 2015, um destilado não-alcoólico a base de peras, centeio, alecrim e ervas que está fazendo sucesso em bares londrinos ou de Nova York que adotaram os dry drinks. No Brasil ainda não está à venda.

Foto de abertura: Ludmila Bernardi