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Fortaleza e arredores: kitesurf na praia do Cumbuco

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Por Fernanda Nascimento -

O céu pode estar azul, mas nesta praia a cerca de 25 quilômetros da capital cearense ele é sempre multicolorido. Antes mesmo de chegar às areais de Cumbuco já é possível avistar as pipas no horizonte. É ali um dos destinos mais procurados por quem quer praticar o kitesurf, um esporte que usa o vento para navegar sobre o mar a bordo de uma prancha. Parece difícil, mas não é. Os irmãos Tomas e Set Teixeira prometem fazer qualquer aluno sair dali deslizando pela água depois de um curso de dez horas. “Aqui ele vai aprender com um dos melhores do mundo e no melhor lugar do mundo também”, diz Set.

Um dos melhores do mundo não é força de expressão. Se tem algo que essa dupla coleciona são títulos e troféus na prateleira. Desde que começou a competir, aos 13 anos, Set rodou o mundo com a prancha debaixo do braço. Depois de sagrar-se campeão brasileiro (troféu que seu irmão, Tomas, também já levou para casa), subiu ao pódio no campeonato mundial de kitesurf no ano passado. Foi aí que a dupla que nasceu e cresceu em Cumbuco, no meio das pipas coloridas, decidiu passar para frente tudo o que aprendeu e abrir a Tomas & Set Teixeira Kite School.

Os irmãos Tomas e Set Teixeira | Foto: Doma02

“Cumbuco é o melhor lugar do mundo para velejar”, diz Tomas. “É um prazer muito grande ensinar alguém ali na praia, passar nossa experiência e depois ver seu primeiro velejo.” O curso, que costuma ser dividido em cinco aulas de duas horas, começa na areia. Tomas coloca a mão no ouvido e avisa que o primeiro passo é usar a audição para entender a direção do vento. Afinal, é ele o responsável por arrastar a pipa de um lado para o outro – e são exatamente as condições favoráveis do vento no Cumbuco que fazem desta praia o lugar ideal para praticar o esporte.

O próximo passo é aprender a montar o equipamento, que é preso no aluno com um trapézio. Uma barra com quatro linhas de 22 metros é o guidão de controle do kite, aquela pipa colorida que voa no céu. “É mesmo como uma bicicleta, é só jogar a barra para a direita ou para a esquerda”, ensina Tomas ainda na areia. “Não precisa fazer nenhuma força, é só o contrapeso do seu corpo.” Levam alguns minutos para acertar o controle do kite, que já está no alto sendo arrastado pelo vento. Mas, de fato, não é necessária qualquer força, o que torna o esporte recomendável a qualquer um que queira se aventurar na água.

kitesurf fortaleza

Dominada a técnica, é hora de cair na água, primeiro nadando, para sentir a força do kite, e depois em cima da prancha, com os pés presos por alças. “A parte mais difícil é a da prancha, mas em dez horas você já está velejando, indo e voltando, e pode fazer isso em qualquer lugar do mundo”, garante Set. Seu irmão completa: “A experiência de estar ali em contato com a natureza, velejando em cima da água, o vento te arrastando, sentindo aquela brisa... Não tem coisa melhor no mundo não.”

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