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Vivendo 1 mês à luz do dia: nosso guia meio completo da Escandinávia

Por Manuela Rahal -

A quase inenarrável experiência de viajar para o sul da Islândia em um ônibus Volvo, pegar um uber-Mercedes com banco de couro caramelo, tomar um café da manhã 200% orgânico na Dinamarca e visitar o museu mais lindo da Noruega, que na verdade é um complexo de arte, arquitetado por ninguém menos que Renzo Piano e que abriga obras fixas de Damien Hirst.

Mas, em contrapartida, descobrir que o prefeito de um vilarejo vizinho a Reykjavík – infinitamente menor do que muitos bairros paulistanos – autorregulamentou seu salário e atualmente ganha mais do que o prefeito de Londres, saber que uma bolha econômica deve estourar em breve na ilha mais mágica do hemisfério norte, olhar para as (poucas) latas de lixo e ver um monte de lixo em volta na Suécia, pois partem do princípio de que “alguém vai limpar”, andar na rua esbarrando em pessoas sem ouvir um pedido de desculpa e levando portadas (anti-neve) super pesadas na cara, pois ninguém nem pensa em segurá-la para o próximo. Essa é a vida escandinava islandesa, cheia de paradoxos que te ensinam demais!

Eu na biblioteca Black Diamond, em Copenhague | Fotos: Marcela Zanon

Sejam muito bem-vindos à minha perspectiva da situação, pois eu não sou a brasileira que vai dizer que esses países são melhores que a nossa terra sagrada e carismática, mas com um breve guia, bem insider, sou aquela que vai encorajá-los a fazer essa riquíssima viagem cultural, por vocês, por conhecimento, para viver momentos onde você se pega sorrindo deslumbrado com uma cor, um cheiro, um sotaque, um momento especial que se registra no seu lobo parietal para sempre.

Venho aqui passar minhas mais sinceras impressões desse planeta paralelo, que fica longe daqui, que tem um clima esquizofrênico, mas que tem seres mágicos da floresta e lugares que já existiam enquanto ainda estávamos sendo colonizados.

A fotógrafa Marcela Zanon na Black Diamond, em Copenhague | Fotos: Manuela Rahal

Preparem-se para o sol da meia-noite, ele vai enganar o seu cérebro e praticamente te privar de sono, de um jeito lindo, mas a regra é clara: o descanso é super importante em qualquer viagem, ainda mais em cidades tão peculiares e diferentes do que estamos acostumados aqui no Brasil. Viver um mês no sol é uma delícia, mas tem um preço maior do que qualquer jet lag quando você volta à rotina, portanto, se esforcem para fechar os blackouts e tentar dormir por pelo menos cinco horinhas. Quando você acordar, o dia vai continuar, o sol não vai se pôr e segue a vida, segue essa loucura que é não ver a cor da noite. A única saudades que vocês vão sentir é das estrelas <3

Copenhague, Dinamarca

Foto: Christian Möller/Unsplash

Cuidado para não ficar lá para sempre, pois a qualidade de vida dos dinamarqueses é invejável e cada esquina é um editorial de moda e beleza.

Acho que deveríamos ter deixado esse país para o final, pois ele é digno do troféu Perfeição. Como mencionei, o povo dinamarquês preza pela qualidade em tudo. A bicicleta é unanimidade, eles inclusive são famosos pelos caixotes nas bikes, onde transportam crianças, cachorros, compras e até amigos. A alimentação é impecável e acessível, além de tudo ser orgânico, as receitas são abundantes em frutos do mar.

O serviço e o atendimento quase não parecem escandinavos se comparados com o que encontramos em São Paulo, reconhecidamente um dos melhores do mundo.

Indico que façam essa viagem nas épocas de primavera e do verão, pois mesmo gostando de temperaturas abaixo de 0º, não existe nada mais importante do que andar na rua conhecendo tudo sem hora para acabar. Aqui, os dias são eternos!

Jolene Bar

Jolene

Chegamos no final da primavera e trouxemos o verão sem querer. Então, assim que pisamos em Copenhagen, já recebemos a informação de uma baita festa para comemorar os 10 anos de um dos bares mais cool da cidade. Como brasileiras engajadas, chegamos no começo da festa, saímos no final, conversamos com praticamente todos os personagens da pista, fizemos um after com caixa de som no meio da rua e fomos embora de carona em um caixote de bike.

Não é sempre que acontecem festas assim, mas quando chegar à CPH, procure pela programação do Jolene e seja muito feliz.
@jolenebar


Black Diamond Library + Torvehallerne

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Como não existe ressaca nos países nórdicos (talvez pela qualidade da bebida deles), acordamos cedo e fomos conhecer a famosa biblioteca real. Por fora, a roupagem contemporânea que o escritório Schmidt, Hammer e Lassen trouxe no final da década de 1990. Do lado de dentro, a estrutura de uma biblioteca construída no século XVIII para atender ao family & friends da realeza dinamarquesa. Dentro desse complexo, que é todo ligado por pontes de aço, acontecem eventos, exposições, além de reunir estudantes, professores e visitantes em busca de boas referências bibliográficas.

Aqui já proponho um combo: saindo da Black Diamond, você pode almoçar em Torvehallerne, um mercado delicioso com várias opções de frutos do mar, queijos e vinhos, passando por deliciosos smoothies e sorvetes artesanais.
Kb.dk
@torvehallernekbh


Assistens Cemetery

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A terceira dica dessa colorida cidade pode parecer meio tétrica, mas depois fomos entender que os dinamarqueses tem uma relação com a morte muito diferente da nossa. Por isso, indico que visitem esse cemitério, que na verdade se transformou em um parque e quando perceber que casais estão namorando, crianças correndo e idosos fazendo piquenique, vai esquecer dos túmulos e lembrar de mim ;)
Assistens.dk


Oslo, Noruega

Foto: Oliver Cole/Unsplash

Não se deixe contaminar pela apatia do povo norueguês. Abra os olhos e veja os tons de verde e azul inimagináveis. Eu prometo que o visual vai valer muito a pena.

A Noruega é o país mais rico entre os do norte – todos os sistemas deles funcionam com maestria, os ônibus não podem atrasar nem um segundo, muito menos o seu check out do hotel. O governo paga – e muito bem – para que casais e até mães solteiras procriem, afinal, que adianta ter um superávit absoluto e não rejuvenescer a população.

A coisa mais normal do mundo é encontrar mães com carrinhos de bebê triplo e se reparar bem ainda verá uma criança maior vindo atrás. Eles costumam deixar os bebês nos carrinhos para fora de restaurantes, por exemplo, sinal de desapego, afinal ninguém vai levar sua cria embora, estamos na Noruega!

Mas toda essa perfeição e a completa falta de problemas faz com que os noruegueses sejam o povo mais apático que conheci. Eles não expressam emoções, pois talvez nunca tenham aprendido como faz ou nunca tenham precisado. Fiquei um pouco desanimada nessa transição entre o brilho dinamarquês e a total falta de tato norueguesa, mas a beleza natural ganhou disso tudo.

Astrup

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Lá na intro, eu contei do museu mais importante de Oslo, que faz parte de um complexo construído em uma região portuária da cidade, que simplesmente não existia há 5 anos. De acordo com Andreas Rosendahl, “um dia eles acordaram e decidiram que precisavam construir do zero o bairro mais rico da cidade”. E assim aconteceu. E, nós mortais, podemos apreciar os prédios mais caros do mundo para se viver, com uma rua recheada dos restaurantes mais caros e uma chuva de Gucci, Louis Vuitton, Prada, Hermès e cia. Essa região é para apreciar e não consumir, tá bom?
Afmuseet.no


Luck

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Na Grüners Gate, considerada a rua hipster da Oslo, pode-se encontrar uma série de lojas super cool, mas uma ali me chamou a atenção: A Luck Oslo tem curadoria das boas, e traz um mix de moda com uma seleção de outro nível (vale seguir muitas dessas, que em breve devem se tornar conhecidas: Cathrine Hamme; Lords & Fools; Edda Gimens; Mackintosh; byTIMo e Drôle de Monsieur), plantas e acessórios para jardinagem e um maravilhoso salão de beleza no fundo da loja. Por favor, não deixem de bater um papo com a ruiva chiquérrima responsável pelo espaço, Monica Kvas ;)
LuckOslo.com


Ekebergparken

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No meio da cidade, a inspiração para o Inhotim. Tenho certeza que Bernardo Paz passou por lá e usou como uma baita referência. Esse parque exige uma certa escalada, pois lá de cima é possível ter uma visão completa de Oslo. Se você estiver disposto a gastar uns trocados a mais, o restaurante do parque é super recomendado, eu mesma não tive o privilégio, mas ouvi falar super bem.
O grande lance desse museu a céu aberto são as estátuas espalhadas pela mata, algumas em tamanho gigante, outras que te surpreendem com um belo susto, pois ficam posicionadas em locais imprevisíveis.
Ekebergparken.com


Estocolmo, Suécia

Foto: Anne Sofie Eriksson

Dizem que Estocolmo é a nova Berlim, mas eu discordo. Apesar de tanta beleza, apesar da organização e das ruas impressionantemente lindas e cheias de flores, a Estocolmo é cheia de regras. Os suecos talvez sejam mais esquisitos que os noruegueses, lhes falta curiosidade e o brilho no olhar de simplesmente viver. A experiência por lá foi um pouco diferente, pois ficamos hospedadas em uma casa de três cariocas, que passaram o ano todo lá cursando Hyper Island - uma das mais renomadas escolas para desenvolvimento e consultoria de empresas e profissionais. Em 365 dias, elas quase não tiveram contato com os suecos, pois eles não se interessam por novos amigos. De acordo com algumas pesquisas, “eles costumam ter dois amigos ao longo da vida e não estão em busca de novas amizades”.

Uma dica importante: se quiser tomar uma cervejinha, vinho ou drink, programe-se, pois a bebida na Suécia é controlada pelo governo e só é vendida em um único lugar, com horário de funcionamento limitado chamado Systembolaget. Importante: é proibido consumir álcool na rua, obviamente.

Trädgården

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Não se pode consumir na rua, mas embaixo do Viaduto sim! A balada mais cool da cidade é aberta, tem vários ambientes e dá para ver uma ponte passando em cima da pista. Lá, os drinks são à vontade e a bola da vez são os shots de fireball (uma bebida bem forte a base de canela), o famoso docinho que desce fácil e sobe rápido. Os principais DJs da cena eletrônica tocam por lá e entre milhares de loiros e ruivos, dá pra ser muito feliz. Uma série de shots te faz se enturmar com suecos, dançar horrores e até entrar para um campeonato de ping-pong no meio do rolê.

Dica: antes de ir embora, não deixe de comer o maravilhoso burguer vegano que tem dentro do próprio Trädgården, uma delícia!
Trädgården.com


Hermans + Fotografiska

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Esse combo de passeio é encantador. O Hermans é um restaurante vegano com uma vista maravilhosa para os principais pontos turísticos de Estocolmo, além de ter um buffet rico e saudável, a valores bem acessíveis. Comida boa, barata com uma vista de cair o queixo, não perca essa! Depois de sair de lá com o zíper aberto, descemos dezenas de degraus para chegar a um dos principais museus de fotografia do mundo, o Fotografiska. Não tenho como descrever, mas quero que qualquer pessoa que for até lá me escreva depois para marcarmos um café, pois vale um papo de horas sobre esse lugar magnífico. As exposições são de outro planeta, o restaurante/bar no último andar com vista para o mar é de tirar o fôlego, tudo é perfeitamente lindo.

Dica: cuidado com a lojinha desse museu, é um perigo.
Hermans.se
Fotografiska.com


Södermalm

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Taí o bairro mais cool da cidade e a sugestão aqui é muito simples: não olhe para o Google maps, apenas ande, admire e se perca por essas ruas recheadas de lojas, cafés, galpões, bares e tudo o que faz um bairro ser legal. Recado: aos snearkerheads de plantão, não deixem de visitar a Sneakers n’Stuff, uma loja local que deu tão certo que foi replicada em várias capitais européias. Nike Lab, Stussy, Comme Des Garçons, Supreme, Palace Skateboards, entre todas as outras.
Södermalm


Helsinki, Finlândia

Foto:Julia Kivelä

Que delícia é visitar um país com baixa expectativa e se surpreender a cada pedaço conquistado. Tinha impressão de que Helsinki seria a mais “fraca” das capitais que visitamos, mas bastou entrar na estação do metrô que te leva do aeroporto para a cidade para concluir que ela é a verdadeira cidade do futuro. Só andando por ruas tão limpas, organizadas e com alinhamento arquitetônico surreal, descobri que Helsinki é considerada a capital mundial do design e não Copenhague. O impacto de sair de um país como a Suécia, onde o lixo fica no chão, e chegar à límpida capital finlandesa é absurdo. Outro detalhe muito interessante é que, apesar de ser a cidade mais “pobrinha” da Escandinávia (we are talking € here), o povo finlandês é tão chique e estiloso quanto os dinamarqueses e noruegueses, só que despretensioso.

Allas Sea Poll

Allas-Sea-Pool-2

Acordamos, saímos do nosso hotel famoso (uma antiga prisão), e fomos tomar um - pasmem - SOLZINHO na Finlândia. Uma das grandes surpresas que essa expedição me trouxe. Esse lugar incrível é nada mais, nada menos, do que uma piscina pública, onde você pode passar o dia (até 9pm) por apenas 14 euros. Entre deliciosas espreguiçadeiras, uma piscina de água doce aquecida e outra com água gelada salgada, tudo rodeado pelo mar e, claro, algumas saunas. Os finlandeses são completamente viciados em sauna, tanto que lá existem 3 milhões (!!) de saunas para pouco mais de 5 milhões de habitantes. Para completar esse dia lindo, onde eu tive que usar filtro solar, um almoço dentro do restaurante da piscina com o atum mais fresquinho que eu já comi, uma orgia de azeitonas e todos os tipos de alface possíveis.

Dica: não sente no chão do deck de madeira, apenas nas cadeiras, se não o salva-vidas vem brigar com você naquele idioma incompreensível.


Design District

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Já que estamos falando da capital mundial do design, você tem que passear por essa rua, que vende HAY, mas deixa a HAY no chinelo, já que existem diversas lojas próprias com acessórios e artigos de supremo design por todos os lados. Novamente, deixe o Google maps de lado e se jogue. Importante: não caia na roubada de pagar alguns vários euros para entrar no Design Museum, pois ele parece ultrapassado depois que se passeia por essa rua – gaste o valor da entrada na lojinha que fica no andar térreo.


University of Helsinki

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Se além do design você quer arquitetura, não deixe de visitar o complexo da Universidade de Helsinki, concebido pelo escritório Anttinen Oiva Arkkitehdit Oy. A entrada é livre e, além da charmosa e moderna biblioteca do prédio, há um entorno de madeiras, texturas e pedras que complementam esse complexo. São livrarias, cafés e espaços de cocriação e coworking, lindo demais.

Dica: depois do passeio cult, passe em qualquer deli e compre gin latão com sabores exóticos, se jogue em qualquer grama e fique levemente bêbado.
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Reykjavík, Islândia

Foto:Tim Wright/Unsplash

Por onde começar a descrever esse pedaço de terra que nem faz parte da Terra? Acho que o primeiro passo é: aprenda a falar REYKJAVÍK com todos os erres do mundo (se quiser pode me mandar um áudio e eu te mostro como faz). Em segundo lugar, prepare-se muito bem financeiramente, pois o tombo é lindo e grande. Antes de começar a falar dos elfos, muito importante mencionar que o transporte público é quase nulo, uma diferença enorme diante da vida na Escandinávia. O melhor esquema é não esquecer sua carteira de motorista e bookar um carro antes de ir viajar, pois chegando lá é difícil alugar.

Bom, voltando a parte que aparece na NatGeo, lembro da minha primeira impressão no percurso aeroporto-hotel (mais de uma hora de viagem) não entendi nada, pois parecia o futuro distópico em Marte, afinal nunca tinha visto e tão pouco estava preparada para um chão de quilômetros de LAVA. Me perguntei: cadê aquela beleza toda? E, de repente, a lava virou a coisa mais linda que já vi, depois dos vários vulcões que você “esbarra pelo caminho”.

A cidade em si não tem muita graça, apenas uma rua de casinhas coloridas e muito terreno esperando para ser habitado, afinal estamos falando de um país que virou república há menos de 100 anos, em 1944. Já que entrei no detalhe dos números, vale contar que são apenas 300 mil habitantes da ilha, praticamente a população de Sapopemba, na zona leste de São Paulo. Outro curiosidade: quando uma mulher se casa, ela não pega o sobrenome do marido, pois segundo eles “ninguém está sendo adotada, e às vezes é conveniente não saber quem é casado com quem”. Sim, os islandeses são um povo muito peculiar, os relacionamentos parecem mais leves, o jeito de encarar a vida, misturando misticismo e realidade é uma coisa linda de se ver.

Mas, não fomos até o polo norte para conhecer a cidade e sim a natureza mágica, perigosa e escandalosa de uma das ilhas mais lindas do mundo.

Gullfoss Waterfall

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No primeiro passeio, um tapa na cara: uma das cachoeiras mais impactantes que já vi. Sabe o arco-íris que a gente só vê de vez em nunca? Ele mora lá, dentro da cachoeira. Chegamos com previsão de chuva, mas só nos molhamos com a própria queda d’água. A parte mais interessante é descobrir que esse lugar só existe pois uma mulher muito determinada lutou para que a cachoeira não se tornasse uma usina hidrelétrica. Ela era a filha do fazendeiro dono da terra, que foi incitado a vender para alguns milionários por falta de dinheiro para sustentar todo aquele espaço de terra. Esta mulher fez o percurso entre a Gullfoss e a capital Reykjavík cerca de 12 vezes como forma de protesto, conversou com todos os políticos e influentes capazes de reverter a situação, até que entrou com um pedido na justiça e conseguiu barrar a venda da cachoeira. Ela é conhecida como a primeira ativista da Islândia. Um detalhe que não é detalhe: antes de chegar à Gullfoss, você pode fazer a insanidade de andar entre as duas placas tectônicas que dividem a América da Europa.

Dica: não deixe de levar roupas térmicas e jaquetas corta-vento, congelar de frio mesmo com muito sol é coisa fácil de acontecer.

Gullfoss.is


Southern Region: Skófagoss + Glacier Lagoon + Black Sand Beach

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Se tem um passeio que é obrigatório na Islândia é a viagem pelo sul da ilha. São cerca de 12 horas de percurso de ônibus, onde você chega aos lugares mais inóspitos, como as famosas geleiras que ficam bem na pontinha da ilha. Antes disso, você visita outras duas cachoeiras espetaculares, uma que é rodeada por musgo verde e outra que é possível fazer o percurso por trás de uma gigante queda d’água.

Diamond-beach

Para completar esse passeio surreal, depois de conhecer de perto as geleiras e perceber que você é um micro ser humano, se chega a famosa praia de areia preta. E, apesar da ilha ser novinha, as pedras que recheiam a praia devem ter histórias milenares por trás da sua aparência.

SKO-GAFOSS-WATERFALLS

Dica: apenas seja feliz. Esse foi o dia mais especial da vida e de todo o meu relacionamento sério com a mãe natureza.


Kaffibarinn: 101 Reykjavik + Kex

Kex Hostel | Foto: Eric de Redelijkheid/Creative Commons/Flickr

Já que os islandeses são famosos pela baguncinha e uso excessivo de álcool, vamos falar um pouco sobre a noite. Existem poucas, porém boas, opções. O Kex é o hostel cool da cidade, com um bar gigante que fica na “Avenida Vieira Souto”, a principal do centro, que fica de frente para o mar. Os drinks por lá são caríssimos, como em qualquer lugar da Escandinávia, mas se for para tomar um e paquerar, que seja no Kex. Saindo de lá fomos encontrar amigos brasileiros, residentes da ilha há duas décadas, no Kaffibarinn, o único bar mais baladinha da cidade. A festa só começa a pegar mesmo às 2am, hora que já estávamos exaustas – mas que ainda continuava dia, afinal, nunca anoitece mesmo em Reykjavík.

Dica de look: pode ir vestindo uma roupa de futebol americano, pois é nesse momento que você vai ver o sangue viking fervendo na pista, eles amam se bater, se cotovelar e se empurrar, é tradição.
Kexhostel.is
facebook.com/kaffibarinn

DICA FINAL SOBRE A ISLÂNDIA: se tiver a oportunidade como eu tive, entre no mar. Sim, quase morram congelados, mas vivam isso, por favor! Faz parte da cultura deles dar um mergulho na água congelante e depois se jogar na piscina quentinha, isso ativa a circulação, cuida da sua imunidade e eu garanto que te deixa mais ligado do que qualquer droga.