viagem

O Cerrado é sempre uma experiência arrebatadora

Por Mariana Caldas -

Desde a primeira vez que respirei os ares do Cerrado sabia que o caminho era sem volta.

Nunca mais eu poderia esquecer a quentura do vento que invade o coração da gente quando as nuvens baixas e densas do planalto começam a surgir no horizonte.

É uma sensação que a gente só entende quando o Morro da Baleia começa a aparecer, enquanto as araras cruzam os céus.

Este foi o meu segundo encontro com a Chapada dos Veadeiros.

E mais uma vez, fui infinitamente feliz no universo inteiro de possibilidades que existem no alto deste paraíso.

Quando cheguei na vila de São Jorge, cinco anos depois, em pleno Encontro de Culturas, percebi como os caminhos tinham crescido por ali.

E ao mesmo tempo, me dei conta do quanto eu também tinha me transformado desde a última vez que coloquei os pés naquele solo tão precioso.

Nesses dias que passei de um paraíso ao outro; caminhando por trilhas e jardins de uma beleza que mal dá para descrever; e mergulhando nas águas milenares deste santuário que têm uma das formações geológicas mais antigas do mundo, também entendi como um lugar é tão insubstituível quando uma pessoa que a gente ama muito

Com todas e cada uma das suas delicadezas, seus detalhes e nuances.

E mais uma vez tudo foi novo, lindo e transformador simplesmente porque mais um encontro com a Chapada nunca é demais.

Sempre vai existir um cantinho, um rio, um cenário ou um jardim que você ainda não experimentou por lá. Tanto fora, quanto dentro.

Entre uma trilha e outra fiquei pensando porque nunca falamos sobre o poder transformador que uma bela caminhada tem.

Quando contamos sobre o último paraíso que visitamos, descrevemos os cenários indescritíveis que tivemos o prazer de viver, mas raramente repercutimos todos os entendimentos profundos que podemos ter tido no meio desse caminho.

Entre um mergulho, uma paisagem e uma comida delícia.

Porque caminhar em silêncio, ouvindo a natureza, é muito mais do que simplesmente ir de um lugar para o outro.

E quando abrimos espaço para viver a travessia, o extraordinário pode se manifestar nas menores coisas.

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