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Projeto Ello: 6 amigos em busca de surfe e arte na Costa Rica

Por Mariana Caldas -

O Projeto Ello nasceu da arte do encontro. Zé Tepedino, Alexandre Baltazar, Demian Jacob, Daniel Rangel, Peu Mello e Rafael Uzai se encontraram na vida e descobriram que a sintonia era fina. Cada um com a sua linguagem, estes seis artistas e surfistas cariocas gostam de dizer que são um “coletivo não-coletivo”.Eles dividem um espaço de criação aos pés da Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, compartilham a inspiração que vem do mar e da floresta ao mesmo tempo e caminham em várias direções.Cada um com o (e no) seu movimento.

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Zé filma e fotografa; Alexandre ilustra e pinta; Demian é fotógrafo; Daniel é surfista profissional; Peu é adepto do improviso e passeia pela pintura, ilustração, fotografia e mobiliário; e Rafael flutua entre a tinta acrílica e a madeira, na pintura e escultura. O que eles têm em comum é o amor pelo mar e pelo surf. E já faz tempo que conectam as suas energias em projetos artísticos inspirados nas ondas.

A última aventura foi uma viagem para a Costa Rica. Um encontro livre e despretensioso, realizado graças a uma parceria com a marca de sucos Do Bem. Eles caíram na estrada no início do ano e voltaram em março. Desde então estão trabalhando na composição da exposição Projeto Ello, que será inaugurada nesta quinta-feira (28), à partir das 19h, na Casa Ipanema, no Rio de Janeiro. Além das fotos inspiradoras, a mostra também reúne ilustrações, objetos inusitados que foram encontrados pelo caminho e 3 pequenos curtas filmados por Demian com uma Super 8, que serão lançados aos poucos na internet.

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Conversamos umpouco com Zé Tepedino sobre a viagem e a exposição do Projeto Ello.

Por que a Costa Rica?
Escolhemos a Costa Rica por ser um país tropical, com uma grande variedade de ondas. É o lugar perfeito para experimentar diferentes tipos de pranchas.

Qual a história mais inesquecível da viagem?
Nos primeiros dias ficamos em uma hospedagem bem simples em Salsa Brava. A dona se chamava Cecília e passou a cuidar de nós como se fossemos seus filhos. Depois de alguns dias lá, ela nos contou que há 20 anos ficaram hospedados láuns meninos iguais a gente, um mais esquisito do que o outro e que tocavam música o dia todo. E assim como nós, viraram seus filhos por alguns dias. Muitos anos depois ela os viu na televisão de uma quitanda, os meninos tinham se tornado oRed Hot Chili Peppers.

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Onde vocês pegaram as melhores ondas?
Difícil dizer o melhor lugar, mas pegamos muita onda boa na região de Tamarindo e Planta Negra.

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Como foi o processo de composição da exposição? Cada um se manifestou com a sua arte?
Cada um desenvolveu alguns trabalhos para a exposição. Trocamos algumas ideias durante a produção apenaspra termos uma noçãodo que cada um pretendia criar. Na verdade só no dia da montagem que vamos ver todos os trabalhos reunidos. Cada um produziu algo que, de maneira direta ou indireta, contava um pouco dessaexperiência que vivemos. Lá fotografamos, desenhamos e registramos ideias que nosajudaram a compor os trabalhos.

E o curta? Como foi essa experiência de filmar em película?
Para nós foi muito rico. O Demian é nosso amigo há bastante tempo. No fim do ano passado produzimos um curta também em 8 mm pensando no Mimpi, um festival de filmesdedicado ao skate a surf. Não conheço ninguém no Brasil que esteja registrando o surf em película,o que considero elevar o espertopara outra categoria, realmente como arte. O cuidado que o Demian tem com cada disparo é impressionante. E ver tudo na tela, com aquela textura, cores e ruídos… É demais!

Siga o Projeto Ello.E se estiver pelo Rio, não deixe de ir prestigiar o florescer desse encontro de arte e surf, na abertura da exposição nesta quinta-feira (28). Todas as informações que você precisa estão aqui.

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