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RIOetc inaugura loja no Humaitá com produtos 100% brasileiros

Por - 28/11/2017

Na última terça-feira (28), o RIOetc abriu as portas de sua primeira loja na capital fluminense como parte das comemorações de seus 10 anos de existência. Novo projeto do site de lifestyle, o espaço não só vende os produtos das marcas parceiras, mas também se responsabiliza por sua produção de conteúdo e divulgação. Por lá, é possível encontrar roupas, acessórios, jóias e objetos de design assinados por nomes como Catarina Mina, Estúdio RIPA, Insecta Shoes, Wasabi e muitos outros – todos 100% brasileiros.

Conversamos com Tiago Petrik, um dos fundadores do site que busca a alma encantadora das ruas do Rio de Janeiro, para melhor entender a iniciativa.

Como surgiu a ideia de criar uma loja?
O RIOetc está fazendo 10 anos. Isso, por si só, já seria motivo para pensar em uma nova fase. Mas temos muitas marcas novas, gente criativa que quer expor seus trabalhos, mas não têm espaço. Normalmente recorrem a feiras, que são esporádicas e muitas vezes caras demais para participar. A loja, então, tem a intenção de ajudar essas marcas a se estabelecerem. Também vamos produzir conteúdo, outro calcanhar de Aquiles dessa galera. Então essas duas etapas – comunicação e vendas – vão ficar com o RIOetc. Isso vai deixar mais tempo livre para as marcas criarem, que acho que é a razão de ser de todas elas.

Por que decidiram abrir uma loja física em vez de virtual, como muitos sites já fizeram?
Porque não se trata apenas de consumo. O que o RIOetc está fazendo é possibilitando o encontro, e acredito que as pessoas queiram se encontrar. Querem conhecer quem cria os produtos que enchem seus olhos. As marcas estarão sempre fazendo eventos por aqui para que esses encontros sejam mais comuns. Por outro lado, ainda respondendo a sua pergunta, já éramos virtuais. Ter uma “coisificação” do RIOetc é que é novo. E não queremos competir com as lojas virtuais das marcas que vamos receber. Ao contrário, queremos contaminá-las positivamente, para que vendam mais também fora da loja.

Como foi o processo de curadoria das marcas que serão comercializadas? Quais critérios nortearam as escolhas?
Foi um processo de muita conversa e trocas. Primeiro precisávamos entender o que as marcas estavam precisando. Em termos de curadoria, o primeiro critério, e mais valioso, é a produção 100% nacional. A escolha é muito difícil quando se tem muita opção de qualidade. Depois, não dá para repetir propostas nem ficar restrito a determinados formatos. Já temos 16 marcas, entre roupas, acessórios, joalheria e objetos de design, mas vamos abrir espaço para marcas que têm uma produção ainda muito pequena. O lugar terá também uma galeria e será o primeiro espaço físico fixo no Rio para a venda de impressos de pequenas editoras independentes.

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