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Sapiosexual: conheça o app que dá match entre pessoas inteligentes que nem você

Por - 14/06/2017

Já faz parte da nossa realidade ouvir notícias sobre novas “modalidades sexuais” que ganham um lugar ao sol e viram memes, temas de tese de mestrado e inspiração fashion. Foi assim alguns anos atrás com os barbudos lumbersexuals, cujo significado se refere a um estilo de moda masculino em que predomina a aparência e o comportamento rústico. Na tradução literal, lumbersexual significa “lenhador sexy”, segundo o site significados.com; e com a preferência-sexual-pop-up highsexualism, em que os membros só pegariam pessoas do mesmo gênero quando chapados, e que seriam uma versão maconheira dos g0ys: homens que pegam homens, mas que não se reconheceriam como gays.

Eis que a moda da vez atende pelo nome de sapiosexuals, que ao contrário do que geralmente poderia ser associado à atração puramente sexual, se interessam mais pelos atributos intelectuais do parceiro ou parceira, do que pelas características físicas tão cultuadas destes tempos em que até as selfies têm o próprio modismo (o fingermouthing está em disputa acirrada com o Fish Gape para substituir o Duck Face, já considerado um clássico nas redes).

Ainda que especialistas sobre o tema indiquem que a “sapiossexualidade” seja mais uma questão de identidade do que de fato orientação sexual – afinal o sapiosexual pode ser hétero/gay/bi/pan/assexual –, o termo começou a ganhar mais atenção e adeptos depois que o site de relacionamentos OkCupid o adicionou à lista de “orientação sexual”, no começo desta década e que atualmente já representa a preferência de 0,5% dos usuários, destes, a maioria é do gênero feminino entre 31 e 40 anos.

Em entrevista ao The New York Times, o americano Aboubacar Okeke-Diagne (abaixo), de 23 anos, diz se identificar com a nova onda e acha a pornografia tradicional um pouco chata, em especial os diálogos dos filmes. Em uma de suas táticas de sedução, ao invés de enviar um “How U Doin’?”, um simples “What’s up?” ou até um ousado nude, Aboubacar preferiu compartilhar uma longa história erótica de sua autoria, que envolvia referências ao calendário Juliano, o sistema decimal e o aquecimento global.

Reprodução The New York Times / Celeste Sloman

Aboubacar não conseguiu encontrar plataformas para se divertir com histórias como a sua, o que não significa que a “sapiossexualidade” não esteja crescendo. Aos interessados, já existe um app de relacionamentos dedicado ao nicho sexual em que os usuários estariam mais interessados na mente que no corpo: o Sapio, “o único aplicativo que chega à essência das pessoas através de suas experiências de vida, opiniões sinceras e paixões ousadas”.

Uma das principais funcionalidades do app é o “Question Explorer”, que tem 300 perguntas divididas em 21 categorias como “Sonhos e Esperanças”, “Dentro da Minha Cabeça”, “Hipotéticas” e “Realizações”. A cada pergunta respondida o usuário ganha uma moeda virtual, que pode ser usada em troca da visualização de uma resposta de interesse do crush da vez.

Entre as perguntas mais respondidas, estão algumas investigações como “Qual a coisa mais simples que você não consegue fazer?” e “Quando você percebeu que era um adulto?”, entre outras mais mundanas como “Você xinga em público?” e a contraditória “Qual a parte do corpo você acha mais sexy?”.

O App Sapio está disponível para o iOS e Android. Baixe aqui.

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