ensaio

Summer Hunter: Felipe Berlinck

Por Mariana Caldas -

Eu nunca quis te escrever uma carta de amor. A possibilidade de amarrar um amor que transcende as galáxias em palavras, com um ponto no final, sempre me pareceu impossível. E quase sem sentido. Não dá para descrever cada pedacinho de céu que eu sinto com você do meu lado. Também nunca vou conseguir explicar a sensação de dissolver em moléculas, quando te vi pela primeira vez.

E talvez eu nunca consiga mesmo te escrever uma carta de amor. Pelo simples fato de que não existem advérbios de intensidade suficientes na nossa existência, para explicar os universos que você acende dentro de mim. Todo dia de manhã.

Mais do que tudo, eu nunca quis te escrever uma carta de amor porque pela primeira vez na vida eu tenho a certeza que não precisa. O lance lá em casa é ninho. A gente se reconhece no cheiro. Na pele que encosta, no olhar que sente, na conchinha que sonha. É instinto. Coisa de bicho selvagem quando de repente se encontra. E não precisa explicação. Todo dia é mais.

E pra mim, o mais lindo de tudo isso é a possibilidade de crescer e expandir junto com você. Ser cúmplice, amante-amor-companheiro. E perceber que o amor é espiral. E mais do que qualquer coisa, liberta. Você é o meu lugar preferido no mundo, minha casinha, e tudo o que eu quero é acordar do seu lado todos os dias de todas as minhas vidas.

Felipe Berlinck por Mariana Caldas
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@preza

por Mariana Caldas