diversão & arte

Mergulhamos fundo na arte da fotógrafa Luiza Campos

Por Mariana Caldas -

Luiza Camposé um mar inteiro. Sua arte bate feito vento forte, quando balança as palmeiras. O puro instinto selvagem se manifestando. E é lindo sentir os seus cliques certeiros. Sim, sentir. Eles vêm com um arrepio. É cru e também muito poderoso. A força daquele exato momento. Luiza está sempre na estrada. Mas lá ou cá, no Rio ou na Califórnia, ela prefere simplesmente estar aqui, “nomomento presente, seja onde isso for, todos os dias.”

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Conversamos com a fotógrafa, que cresceu na Califórnia e atualmente vive uma vida de cigana ao lado do seu companheiro de aventuras e mergulhos profundos, Stephan Figueiredo. Ele é surfista profissional, ela “boa de botões”, como gosta de dizer, juntos eles também são aL/F Productions, uma produtora de conteúdo que nasceu desta parceria e de muito amor. Os dois se conheceram durante a gravação do programa “Em Busca do Último Paraíso”, do Canal Off, e nunca mais se desgrudaram. Tivemos o prazer de conversar um pouco com a Luiza e foi lindo descobrir mais sobre essa artista incrível.

Quando você começou fotografar?
Comecei em uma viagem que eu fiz para a África do Sul. A verdade é que até então, eu não tinha muito apego com uma câmera. Mas a África do Sul é um lugar onde seus olhos ficam intoxicados com tanta beleza. Um lugar exótico, com animais, pessoas e paisagens únicas. Estava em um safári noite, e consegui tirar uma foto de uma leoparda linda que se escondia dentro de um mato. No momento que tirei essa foto foi amor instantâneo. E foi exatamente alique eu soube que eu queria ser fotógrafa.

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O que te inspira?
As coisas que mais me inspiram são as que mais me perturbam. Sou uma pessoa bem sensível, imagens mexem comigo profundamente, então sei o poder que elas têm. Acho que fotografar é uma invasão de privacidade, e isso é tão romântico. Fotógrafos como Sebastião Salgado e Diane Arbus são dois ótimos exemplos de trabalhos que me inspiram e mostram como uma câmera é poderosa, e como o fotógrafo é uma janela para vários mundos normalmente inacessíveis.

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Me fala sobre LF productions, a sua produtora com o seu noivo.
LF productions é uma parceria feita com o meu melhor amigo e noivo Stephan Figueiredo. L – sendo Lu e F – de Fun, o apelido dele, Phan. As únicas palavras que posso usar para descrever esse projeto são parceria e amor. Nos conhecemos em uma viagem maluca de 45 dias fazendo uma travessia em alto mar em busca de ondas virgens. Achamos ondas nuncas surfadas antes, mas também eu achei ele e ele me achou. Aquele último pedaço do quebra-cabeça perdido atrás do sofá da sala, mas que completa o quadro. Não nos separamos desde a viagem, e decidimos unir os nossos talentos para criar e nos expressar. LF é o mundo pelo nossos olhos, e na verdade muito pessoal, mas é o que vivemos todos os dias. E a melhor maneira que achamos de nos expressar e amar a nossa vida juntos.

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O que você mais gosta de fazer quando está quente lá fora?
Essa resposta é facil – ficar no mar. Seja mergulhando por horas e horas, ou surfando, ou simplesmente flutuando – não existe melhor lugar no mundo.

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Qual foi o último paraíso que você conheceu?
Talvez não é justo, porque eu fui numa viagem em “busca do último paraíso“, e realmente achamos ele. Acho que “paraíso” pode ter um significado diferente para todos, mas para mim paraíso é o seguinte: um lugar longe de fios, caos, carros, barulho. Um lugar lindo, intocado, preservado da maneira que a natureza fez ele desde o começo. Com água cristalina e mil tons de azul. Com ondas, água de coco, peixe fresco pra comer. Achamos tudo isso na nossa viagem no meio do Pacifico – bom saber que existe.

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Qual importância do mar, do verão e da fotografia na sua vida?
Não dá para medir a importância do mar na minha vida. O mar me proporcionou coisas inacreditáveis, experiências boas e ruins, lições de vidas inesquecíveis. Fui salva-vidas na Califórnia por 10 anos, e não sei nem falar quantas horas já passei na minha, só olhando pro mar. O mar é tudo, e cresci com isso na minha vida. O verão para mim significa leveza, uma época linda onde todos estão ensolarados, morenos, saudáveis e felizes. Mas o mar não tem época, ele é sempre inspirador e lindo. O mar me faz sentir e a fotografia deixa me expressar. Não existem duas coisas mais importantes que essas na minha vida.

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Atualmente você esta na Califórnia ou no Brasil?
Vivo uma vida de cigana. Não posso falar que estou aqui nem lá, porque no segundo que eu falo isso, já tenho que viajar para outro lugar. A Califórnia foi a minha casa por 20 anos, e sempre vou ter um pé lá entre todo o caos que é a minha vida. O Brasil conquistou o meu coração depois de tantos anos fora, então uma parte minha está aqui também. A vida na estrada é linda, cansativa, sempre testando os meus limites. Ainda estou tentando entender o significado de “casa”, mas por enquanto sei que quanto mais eu fico viajando, mais eu aprendo e consigo evoluir como um ser humano. Não estou nem cá nem lá. Simplesmente estou aqui no momento presente, seja onde isso for, todos os dias.

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