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Um papo gostoso no aconchego Da Horta

Por Mariana Caldas -

Passamos uma manhã no cantinho da Marina Coutinho, criadora do projeto Da Horta, que há um ano nos convida a colocar a mão na terra, e cuidar dos nossos próprios temperos.

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Fotos: Mariana Caldas

Marina sempre gostou muito de cozinhar, desde pequena acompanhava a mãe e avó enquanto elas criavam as suas delícias preferidas. Em casa sempre teve manjericão fresco, mas ela nunca compreendeu de fato o que aquilo significava no sabor. Até o dia que começou a fazer as suas próprias experimentações.

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“Um dia o pé de manjericão de casa morreu. Pensei sobre o fato de nunca ter pensando sobre esse cuidado. E foi nesse momento que eu compreendi a sua falta e comecei a cuidar da horta eu mesma”, relembra. “Eu sempre cozinho junto com as minhas amigas, a gente adora fazer um menu gourmet, mas nunca tínhamos temperos frescos. O nome Da Horta surgiu em uma noite dessas, enquanto pensávamos o quão incrível seria abrir um negócio que entregasse pequenas hortas na casa da pessoas”.

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Aquele perfume ficou no ar. Os amigos cutucavam, faziam encomendas, queriam plantinhas, temperos, queriam um canal, queriam ver tudo aquilo se materializando. Na época Marina trabalhava como planejamento em uma agência de publicidade, já fazia cinco anos.

Assim, como qualquer coisa na vida que fazemos com o coração, o Da Horta foi começando a nascer, organicamente, de dentro pra fora. E de um dia pro outro ela decidiu abrir uma conta no Instagram. E de repente tudo começou a acontecer. Mesmo.

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A sua primeira experiência arrebatadora foi num sábado ensolarado, com direito a Ben and Jerry’s a vontade. A marca estava promovendo um evento na Oscar Freire e Marina foi convidada para fazer um cantinho seu e presentear quem por ali passasse com mudinhas em copinhos de sorvete.

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“Esse dia foi uma loucura. Eles tinham fechado a Oscar Freire, tinha sorvete de graça e muitos outros projetos. De repente eu olho e a fila do Da Horta tava maior do que a do sorvete. Eu cheguei em casa toda cheia de terra, exausta, mas muito feliz.”

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Desde então o Da Horta começou a existir dentro dela de uma outra maneira. Agora já não eram mais só os amigos que seguiam suas criações na rede e os pedidos e possibilidades dessa ideia começaram a crescer sozinhos. No meio do caminho veio a decisão de sair do emprego que ela sempre gostou, mas já não fazia sentido. Era tempo de outra histórias.“Eu tomei essa decisão morrendo de medo, mas é incrível porque depois disso, mais do que ficar tudo bem, a minha relação com o dinheiro mudou completamente.”

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Agora, depois de muitas parcerias com gente incrível, oficinas ministradas com amor, muitas lembrancinhas, suculentas e temperos, Marina acaba de inaugurar o seu ateliê no Espaço Coletivo Aldeia, no coração de pinheiros e também um novo caminho de possibilidades.

“Hoje eu estou trabalhando para organizar tudo o que é possível fazer dentro do Da Horta. Eu penso que, mais do que qualquer coisa, o que eu quero é ajudar as pessoas a levar um verde para casa. Encontrar a melhor maneira de trazer a experiência do cultivo afetivo para o dia a dia”, cristaliza. “Trabalhar com as plantas trouxe muita presença pra minha vida. Eu era muito ansiosa, ainda sou, mas quando eu coloco a mão na terra eu consigo estar totalmente ali. É muito terapêutico e pode fazer bem para todo mundo.”

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Se você também está apaixonado pelas criações de Marina e ficou com vontade de ter essa experiência de cultivo, vem aqui ou aqui agora encomendar o seu verde preferido ou se inscrever na sua próxima oficina.