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O futuro dos cosméticos é verde e essas marcas estão aí pra provar

Por Lilian Kaori Hamatsu -

Produtos orgânicos, tecnológicos, veganos e completamente livres de testes em animais. Esses são apenas alguns dos pilares fundamentais para uma infinidade de novas marcas de beleza que surgem com a promessa de dar aos consumidores tudo o que desejam: cosméticos de alta qualidade que respeitam a biodiversidade e poluem muito menos.

O que parecia uma tendência impulsionada pelos desejos das gerações y e z há alguns anos, hoje figura nas prateleiras de supermercados, farmácias e lojas de cosméticos como a consolidação de uma ideia: a sustentabilidade é um caminho sem volta.

Como alternativa ao greenwashing — a indevida apropriação do discurso sustentável como jogada de marketing, sem gerar impactos significativos para o meio ambiente — e na cola desse mercado cosmético que já movimenta R$ 3 bilhões por ano somente no Brasil, reunimos 5 marcas que estão fazendo o futuro verde acontecer agora:

Almanati

Intituladas fórmulas vivas, as composições dos produtos da Almanati levam aloe vera no lugar de água, óleos essenciais e ingredientes como amora, amêndoa doce, capuchinha, karité e rosa mosqueta. Através da valorização dos pequenos produtores, da agricultura biodinâmica e da matéria-prima orgânica, surgem produtos como a espuma de limpeza para pele oleosa (R$ 92,40) e o sérum de profunda hidratação (R$ 81,90). Todas as embalagens são derivadas de cana-de-açúcar ou celulose certificada.

Auá

No tupi-guarani, Auá significa gente. A partir da cultura das matas e florestas brasileiras, alguns dos componentes presentes nos cosméticos são extraídos a mão, acomodados em recipientes biodegradáveis e testados sem o uso de animais. Mercado justo e minimalismo permeiam o funcionamento da produção e as relações trabalhistas da marca. Livres de parabenos, derivados de petróleo e corantes artificiais, produtos como o óleo rejuvenescedor (R$ 79,90) e o esfoliante de cera de carnaúba (R$ 25,90) fazem sucesso.

BAIMS

Em meio a um trabalho e outro na moda e na publicidade, Luisa Baims descobriu na maquiagem orgânica um caminho para reproduzir no mercado nacional todo o aprendizado adquirido na Alemanha. Comprometida a respeitar as limitações e belezas da biodiversidade e da ética trabalhista, a BAIMS surge para estimular a autoestima e o cuidado natural por meio de bases (R$ 135), batons (R$ 95) e máscaras de cílios (R$ 85) que geram impactos ambientais positivos. As embalagens são feitas a partir do bambu e possuem opções de refis. Todos os ingredientes são orgânicos e livres de toxinas.

Sallve

Uma das primeiras influenciadoras de beleza do país, Julia Petit se uniu ao trio formado por Juliana Shor, Daniel Wjuniski e Marcia Netto para criar a Sallve. Com o objetivo de desenvolver não apenas produtos, mas conteúdos informativos de qualidade e diálogo pessoal com os consumidores, a marca aposta em visual arrojado, testes personalizados e o endosso de uma galera da internet para popularizar produtos multifunções, veganos e livres de parabenos. Representatividade em campanhas e embalagens coloridas dão uma nova cara ao ecofriendly. O primeiro e único item anunciado até o momento, um hidratante antioxidante com vitamina C, ácido hialurônico e cafeína (R$ 89,90), ganhou o status de esgotado em pouco tempo de pré-venda.

Simple Organic

Editora-chefe da revista Catarina e idealizadora da Simple Organic, Patrícia Lima encontrou na natureza a resposta para o futuro melhor que tanto idealizou enquanto estava grávida da filha Maya. Cosméticos veganos, orgânicos, 100% naturais e livres de ingredientes sintéticos foram o caminho pra trazer esse desejo para perto. Hoje, com uma das linhas de maquiagem e skincare sustentáveis mais completas do país, comercializa bases formuladas com extrato de calêndula e óleo de copaíba (R$ 130), séruns para lábios a partir de óleos de maracujá, macadâmia e açaí (R$ 89) e águas de menta (R$ 45). Toda a filosofia da marca se baseia em princípios como igualdade de gênero, amor aos animais, respeito a biodiversidade brasileira e relações éticas de consumo e produção.