Lifestyle

Gente é pra brilhar: o glitter sustentável da Pura Bioglitter

Por Fabiana Corrêa -

Alguma coisa mudou nos últimos carnavais. Desde que a gente se ligou que o glitter largamente usado para fazer brilhar de pálpebras a coxas é feito de microplásticos (que, depois que escorrem pelo ralo no banho, vão poluir o mar por centenas de anos) começaram a aparecer alternativas mais naturais pra gente emitir luz na avenida.

A Pura Bioglitter, marca que a gente curte, criada pela carioca Frances Sansão, nasceu depois que a dona ouviu o irmão biólogo falando sobre o problema de poluição e saúde causados pelos microplásticos, que estão na pasta de dente, no sal de cozinha e até na água mineral – além do glitter. “Adoro Carnaval e pensei que não queria sair por aí poluindo o mundo, então comecei a procurar uma alternativa”, conta. A idéia era uma produção para uso pessoal. “Juntei ágar-ágar (uma gelatina à base de algas) com mica pra dar brilho, e consegui fazer a primeira leva”, diz, relembrando janeiro de 2017, quando vendeu alguns vidrinhos de purpurina sustentável com nomes como Barbiezinha, Pó de Unicórnio e Sereia. As fotos inéditas que ilustram esse post são da nova campanha da marca e foram clicadas pela Julia Assis.

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Mais gente se ligou no problema que Frances quer combater e a empresa começou a bombar. Ela saiu da cozinha de casa para alugar uma sala no centro do Rio, trabalha com mais cinco pessoas e hoje vende para o Brasil todo. Além do gliter, a Pura faz gel de babosa brilhante e fixador natural. “Nosso produto é artesanal, então não chegamos nem perto da demanda. Em 2018 produzi 10 quilos. Nesse ano serão 50”, diz. Mas toda essa purpurina, que equivale a três vezes o glitter comum pois é bem mais leve, mal atende um único camarote da Sapucaí. Por isso tem espaço – e outras marcas como a Brilhow, a Caminito, a Glitra e a Zimcolor – disponíveis no mercado pra quem já percebeu que gente é pra brilhar, não pra poluir oceano.

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