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Traços de Brasilidade: que sabor tem a verdadeira comida brasileira?

Por
Fernanda Nascimento
Em parceria com

A chef Cafira Foz, do Fitó Cozinha, mostra que, mais que um prato ou um tempero, a nossa gastronomia é história, ancestralidade e afeto.

Sair pelo Brasil em busca do que está sendo produzido de mais interessante em nossa cultura é uma das coisas que mais gostamos de fazer aqui nos Hotéis Grand Mercure. É um mergulho incansável nos traços de brasilidade — na música, na arquitetura e em tudo que nos define. E quando o assunto é gastronomia, os sabores a serem descobertos são infinitos. Afinal, cada vez mais estamos valorizando a cozinha brasileira, que, até pouco tempo atrás, não era tão celebrada quanto as técnicas e ingredientes que vinham de fora.

Mas um movimento de resgate trouxe tudo o que é produzido aqui para o centro do debate — e do prato. “A comida brasileira era tratada como cozinha de segunda divisão, tanto que se criaram lendas e mitos, como aquele que dizia que a feijoada era feita de sobras”, conta Cafira Foz, chef do Fitó Cozinha. “Foi preciso que gerações com outros valores viessem para  mudar e dar força à nossa cultura”.

A chef Cafira Foz, do Fitó: cozinha de afeto | Foto: arquivo pessoal

Mulher sertaneja do Piauí, Cafira comanda em São Paulo um restaurante especializado em cozinha brasileira afetiva. É lá que ela transforma histórias, ingredientes e saberes da nossa cultura em experiências e sabores que emocionam. “Minha relação de afeto com a cozinha, que depois se tornou profissão, parte do resgate da memória e da cultura”, diz.

“É muito difícil tirar da caixa conceitos como ‘cozinha nordestina’ ou ‘cozinha do Piauí’. A gente fica com medo de quebrar esses paradigmas, mas precisamos construir novas narrativas a partir disso”, explica a chef. Para produzir sabores genuinamente brasileiros, sem transformar ingredientes regionais em meras caricaturas, ela busca referências na memória e nas andanças do dia a dia.

E viajar pelo país é uma das maneiras de encontrar esses caminhos. “Muitos chefs iam para fora do país estudar gastronomia e buscar referências, mas isso está mudando”, diz Cafira. “Onde eu mais aprendo é quando me atento aos lugares, às histórias do meu país, quando estudo o que uma tia minha fazia na cozinha, o que a sua família faz de diferente”. Nem em suas férias a chef deixa de lado essa busca, que tem um quê de infinita.

“Foi preciso que gerações com outros valores viessem para  mudar e dar força à nossa cultura”, Cafira Foz | Foto: arquivo pessoal

“Tento sempre fazer viagens que se relacionem com as minhas andanças, porque meu lugar de pesquisa é o dia a dia. Fico atenta ao que eu comi na rua, a uma fruta que provei na feira. São essas experiências que aumentam o meu repertório”, diz. “Acredito que muita gente tem sentido necessidade de entender o que é ser brasileiro. Nem eu sei direito, mas todo dia aprendo um pouquinho mais. Você vai conhecendo nossa história, nosso passado, a história dos alimentos ancestrais. Não tem como não se apaixonar, é comovente”.

E você? Para quais lugares a gastronomia brasileira vai te levar?

Foto de abertura: Divulgação


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