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54 horas: um fim de semana de verão pra Lisboa te conquistar de vez

Por Fernanda Nascimento -

Os monumentos à beira do Tejo sempre estiveram lá. As ladeiras de pedra com construções revestidas de azulejos multicoloridos também, assim como os vinhos, a gastronomia cheia de sabores e o idioma que entendemos melhor que ninguém. Então por que, de uns anos para cá, Lisboa se transformou no lugar onde todo mundo quer estar? A capital de Portugal está cada vez mais jovem, moderna e badalada. Endereços descolados abrem as portas a todo instante e dividem espaço com as tascas mais tradicionais, criando uma atmosfera absolutamente singular. Do drink na varanda com vista para o rio ao domingo de música no parque, te ajudamos a entender todo o charme desta cidade.

Dia 1

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19h

Jantar no Bota Sal

Durante mais de quatro décadas, no número 38 da rua Domingos Sequeira funcionou a tasca Bota Velha. A casa fechou as portas há dois anos e deixou pra trás apenas parte do nome, incorporado pelos quatro empresários que assumiram o ponto na Estrela. Donos do restaurante Sal, um sucesso na Comporta, eles abriram ali o Bota Sal. Algumas receitas com frutos no mar foram trazidas da casa-mãe, mas o cardápio tem novidades como o hambúrguer e o pica-pau de lombo.
Rua Domingos Sequeira, 38, Estrela
@bota_sal


22h

Desacelerar na Casa C'Alma

Se você ainda não decidiu onde se hospedar, considere passar o fim de semana na Casa C'Alma, um encontro elegante da tradição portuguesa com o minimalismo escandinavo. Mais para uma guest house do que para um hotel, são apenas cinco quartos, três com banheiro privativo e dois compartilhado, mas todos decorados com esmero e com um objetivo claro: desacelerar. Tudo ali foi feito para trazer paz, envolver e te fazer relaxar. Como o nome revela, uma casa calma e com alma.
Praça das Flores, 48
acasacalma.com


Dia 2

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10h

Compras n’A Vida Portuguesa

Seria injusto chamar A Vida Portuguesa de loja de souvenires, ainda que esta seja sua principal vocação. O projeto de Catarina Portas ressuscitou marcas nacionais antigas e reuniu milhares (sim, milhares) de objetos vintage numa lojinha daquelas que dá vontade de comprar tudo. É o pacote de biscoitos com cara de avó, o sabonete Claus Porto numa embalagem lindíssima, o caderno escolar antigo... O tempo volta algumas décadas ao entrar em uma das quatro lojas da rede. A vontade é não sair mais de lá.
Largo do Intendente Pina Manique, 23, Intendente
Rua Ivens, 2, Chiado
Rua Anchieta, 11, Chiado
Avenida 24 de Julho, Mercado da Ribeira

avidaportuguesa.com


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12h

Brunch no Dear Mr. Breakfast

A primeira refeição do dia, em Portugal, é chamada de pequeno-almoço. Eles não possuem uma expressão para o brunch, mas o termo usado para o café da manhã cai muito bem para a tradição importada do Reino Unido. Nesta casa comandada por um francês que trabalhou em Nova York, os ovos ganham as versões como a benedict, com bacon e molho holandês, e florentine, com espinafres e croutons. Você pode escolher duas dessas receitas para compor o menu do brunch, que também tem suco, pães e geleias.
Rua Gaivotas, 17, São Bento
@dearbreakfast


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16h

Fim de tarde no Miradouro Santa Catarina

Diz a lenda que Lisboa, assim como Roma, foi fundada num povoado rodeado por sete colinas. O que a gente sabe é que as montanhas enchem a cidade de mirantes – ou miradouros, como dizem os portugueses. O de Santa Catarina, próximo ao Chiado, não é tão alto, mas a vista ainda assim é incrível. É também um dos mirantes mais badalados, cheio de gente jovem curtindo o fim do dia. Dá para pegar um cerveja num dos quiosques e aproveitar a vista para o Tejo.
Rua de Santa Catarina, s/nº


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20h

Noite (que ainda é dia) no Atira-te ao Rio

É preciso pegar um barco e enfrentar dez minutos de travessia para chegar à Almada. Mas há ali algo que não existe na outra margem do Tejo: a vista de Lisboa. E essa é a paisagem do Atira-te ao Rio, restaurante que fica no Cais de Ginjal, o lugar mais fervilhante desta cidade na área metropolitana da capital. O último barco que atravessa o rio sai na madrugada, então dá para comer, beber e curtir a noite sem pressa.
Rua do Ginjal, 69, Almada


Dia 3

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9h

Café da manhã no Hello, Kristof

Uma prateleira de madeira na parede ostenta o cardápio de revistas – a do The Summer Hunter entre elas, claro. As publicações independentes são uma paixão do proprietário, um designer português que garimpa títulos de várias partes do mundo para o café que abriu em 2016. Há sempre uma receita de bolo caseiro para acompanhar o expresso, macchiato, americano, cappuccino ou latte.
Rua do Poço dos Negros, 103, São Bento
@hellokristof


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11h

Visita à Livraria da Travessa na Casa Pau-Brasil

Tantos brasileiros se mudaram para Portugal que a Livraria da Travessa resolveu ir também. Em junho, a livraria mais querida do Rio de Janeiro abriu sua primeira filial internacional. São 300 m2 de prateleiras cheias de livros no piso térreo da Casa Pau-Brasil, conhecida por abrigar várias marcas brasileiras. Chico Buarque, Fernanda Torres e outros autores brasileiros dividem a vitrine com Camões e Fernando Pessoa.
Rua da Escola Politécnica, 42, Príncipe Real
@livrariadatravessalisboa
@casapaubrasil.official


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13h

Almoço na Taberna da Rua das Flores

Daria para passar despercebido por este restaurante se não fossem as filas na porta. Afinal, são apenas dez mesas nesta taberna no Chiado que abriu as portas onde funcionava uma mercearia. A decoração lembra as tascas antigas e uma lousa avisa os pratos do dia, que sempre privilegiam os ingredientes frescos que chegam à cozinha. Mas o que atraem os clientes são os bons preços e as porções generosas, perfeitas para compartilhar.
Rua das Flores, 103, Chiado


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15h

Caminhada pelo rio Tejo

Pode parecer clichê, mas um dos melhores programas de Lisboa é andar pela beira do rio Tejo. Ali estão alguns dos pontos turísticos mais famosos da cidade. O Padrão dos Descobrimentos (foto) é um monumento enorme que representa os 33 personagens envolvidos nas descobertas portuguesas. Ali perto, atravessando o Jardim de Belém, está o Mosteiro dos Jerónimos. Erguido em 1501, é listado pela Unesco como patrimônio da humanidade e guarda o túmulo de Fernando Pessoa, Vasco da Gama e Camões. O passeio termina na Torre de Belém, maior símbolo de Portugal. Se tiver tempo, vale esperar o sol se pôr ali.


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17h

Out Jazz nos jardins de Lisboa

O festival de música ao ar livre chega à 13ª edição este ano. Serão 22 domingos de shows nos jardins da cidade, de maio a setembro. O jardim da Torre de Belém recebeu os músicos escalados pelo Out Jazz no primeiro mês do projeto, que também passou pelos jardins do Campo Grande e da Estrela. Em agosto, serão quatro domingos de música na Ribeira da Naus e a programação termina em setembro no Parque da Bela Vista. Além dos shows e DJ sets, que começam sempre às 17h, há bebidas e comidinhas sendo vendidas ali.
@out_jazz


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21h

Drinks na Pensão Amor

Paredes vermelhas, poltronas forradas de veludo e cheias de franjas, espelhos e postes de pole dance espalhados pelo salão... A decoração toda kitsch da Pensão Amor tem um quê de cabaré. Afinal, naquele edifício funcionou um bordel na primeira metade do século 20. O bar virou uma referência na noite do Cais do Sodré e volta e meia recebe shows e outras apresentações no palco no fundo do salão.
Rua do Alecrim, 19, Cais do Sodré
@pensaoamor