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Adriana Marto: sentimentos preto no branco – ou vice-versa

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Por Rafaela Mercaldo -

Delicadeza para ter um papo reto. Impactar sendo sutil. Poderia ser controverso se não fosse Adriana Marto (@adrianamarto). Seus desenhos, feitos à mão com bico de pena, trazem mensagens fortes e diretas. Preto no branco. Vivendo um momento de inspiração pela cidade onde nasceu e mora, São Paulo é sua musa e Lina Bo Bardi a mentora. Seja de bike ou a pé, ela diz que se perdendo pelos bairros descobre o novo e cria mais. Vem ver:

Quem é Adriana Marto?
Adriana Marto é uma mulher apaixonada por Urbanismo e São Paulo. Ela desenha desde seus 3 anos de idade e acredita que a arte pode salvar vidas.

Quando se deu conta que tinha veia criativa?
Desenho desde pequena, sempre fui para o lado experimental, amava novos materiais de arte para testar e meus programas favoritos eram os de pintura da TV Cultura.

Como tem sido sua trajetória de trabalho?
Já trabalhei como arquiteta, designer, urbanista (no Departamento de Patrimônio Histórico), como MKT de Moda (NK, Cris Barros e Cartel 011), gerente geral de bar (o Absolut Inn que rolava dentro da Cartel), garçonete (nos icônicos Ritz e Spot). Trabalho como artista plástica há cinco anos e sempre trabalhei minhas ilustrações paralelamente, sempre. <3

Quais foram seus primeiros contatos com os desenhos e a ilustração?
Meus primeiros contatos profissionais foram com perspectivas à mão livre para escritórios de arquitetura, de projetos e concorrências. Inclusive, dois professores meus têm minhas perspectivas enquadradas com eles!

Adriana Marto
Foto: Camila Cornelsen

Quais foram os primeiros e também os mais importantes projetos profissionais?
Digo que minha carreira deu uma engrenada quando peguei a campanha de Rock in Rio 2016. Fiz quatro séries animadas sobre música para as redes sociais do Itaú. Também meu primeiro branding da vida, o bar Ballena na Ilhabela, onde toda identidade visual é minha. Hoje também tenho o Bao Bao Baby, um restaurante de bao (na frente da LIVO Pinheiros), numa leitura kawaii fora dos meus traços, mas totalmente a ver com o que gosto e sigo de referências. Acredito que o maior da minha carreira hoje seja o Bar dos Arcos, pois ilustrar as paredes do Theatro Municipal à mão, com acrílica e óleo, foi importante demais para mim. Às vezes quando paro para pensar, ainda não acredito que o Theatro Municipal de São Paulo, o subsolo dele, é pintado por mim! Sou grata e amo muito todos os trabalhos que já fiz!

Como define seu estilo?
Acredito que meu estilo é marcante por ser delicado, pois faço em bico de pena com pontilhismo e hachuras, porém a mensagem sempre é direta e reta. Esse mixed feelings faz meu trabalho ser único hoje em dia.

Quem são suas referências?
Amo Lina Bo Bardi, ela é minha mentora. Renzo Piano, Rem Koolhaas, Zaha Hadid, Björk e alguns artistas e tatuadores contemporâneos que sigo no Instagram.

Conta mais sobre outras atividades e a relação com a urbe.
Ando muito de bike, para explorar a cidade com outros olhos. Gosto de andar a pé e por incrível que pareça, quando não estou atrasada, amo me perder. Defendo a ideia de sempre conhecer o novo, viajar – e digo viajar é também conhecer um bairro que nunca foi.

O que podemos esperar para 2019?
2019 está sendo um ano político bravo. Eu não espero, eu luto em 2019 por uma resistência e proteger quem eu amo.

Conta um pouco sobre o trabalho escolhido para circular na plataforma da LIVO?
Falo da cidade, voltei para o tema São Paulo e não consigo largar este osso! (rs!) Espero muito que gostem!

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