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Naldo Saori e o Maranhão que emana dentro de cada um de nós

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Por Rafaela Mercaldo -

Quando a LIVO chegou em São Luis, sentimos algo além do sol que incide no Maranhão. A ilha é realmente magnética. Diante do espetáculo tão particular, resolvemos parar por um momento, respirar profundamente o ar morno e contemplar a cultura que pulsa. A arte de Naldo Saori (@naldo_saori) vibra nas ruas e ecoa no coração. Autodidata, nascido há 31 anos na cidade onde mora até hoje, ele apertou o spray há quase duas décadas e não parou mais. Da pichação ao grafitti, seu repertório hoje se caracteriza pelas personagens femininas com traços orientais. Simbolismo, cenários surreais e um estilo que nasce de dentro.

Quando se deu conta que tinha veia criativa?
Aos 7 anos estudava na Fundação Bradesco e participei de um concurso de desenho para escolher a capa do caderno que seria distribuído nas suas escolas de todo Brasil. Ganhei em primeiro lugar.

Quais foram seus primeiros contatos com os desenhos e a ilustração?
Foi vendo TV e, quando estava só, queria criar meus próprios desenhos também.

Quais foram os primeiros e também os mais importantes projetos profissionais
O primeiro projeto que foi remunerado, produzido em 2001 para meu professor de inglês, que tinha uma boate no Centro da cidade. O segundo foi para agência de publicidade Imagine. Nesses 19 anos de trabalho, realizei vários projetos de murais e telas. A primeira exposição de telas foi em 2013, no Centro Cultural da Juventude em São Paulo, com a exposição “Ser sincero”. No mesmo ano fui convidado a participar do 1° Festival internacional de Arte Urbana do Brasil em Fortaleza. Logo após, participei das exposições "Urban Gallery” em São Luis e no IV Salão das Artes com a obra “Sonhar com Dentes”, uma das premiadas pelo júri técnico do Museu de Arte Moderna de São Paulo, o MAM. Em 2014, fui novamente premiado no V Salão de Artes Visuais, com a obra intitulada “Nascendo do Sexto”. No Natal de 2017, a apresentadora Fátima Bernardes expôs meu trabalho durante uma semana em seu programa de TV. Agora, produzi um mural para Procuradoria Geral da Justiça na lateral do prédio do Ministério Público.

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Por onde sua obra já viajou?
Em 2016, representei o Brasil no México durante o “Meeting of Styles”, um dos grandes eventos de arte urbana do mundo. Expus também em Cali e Bogotá, na Colômbia, no Evento Sur Fest.

Quais são suas grandes inspirações na hora de criar?
O nada, pois ele é tudo quando temos um vazio dentro de nós. Temos espaço para ter tudo naquele momento de criação. Não trabalho com temas, mas penso em sentir o local e criar algo para dialogar. É como viajar para um país diferente. Você só será você mesmo se souber falar a língua local.

O que é indispensável te acompanhar na hora que está criando?
As vibrações que emanam de dentro.

Conta um pouco pra gente sobre o trabalho escolhido para circular na plataforma da LIVO?
Foi uma tela que pintei em 2013, "A hora do Chá” fala sobre o protagonismo que temos de nós mesmos e como podemos ser tudo, considerando o nada.

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