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Na imensidão azul de Ilhabela, Willyam Santana, Renata Coin e Wayan Nicholas fazem o tempo parar debaixo d’água

Por
Adriana Setti
Em parceria com

Um mergulhador, uma professora de yoga e um instrutor de meditação exploram a relação com o mar e os poderes da respiração em O Fluxo do Tempo.

Uma professora de yoga, um instrutor de meditação e um mergulhador: três profissionais que se expressam através da respiração compartilham suas técnicas e vivências em O Fluxo do Tempo. No quarto episódio da série Rota dos Paraísos, produzida pela cerveja Corona, Renata Coin e Wayan Nicholas fazem os ponteiros do relógio parar, submergindo na imensidão azul de Ilhabela com o waterman Willyam Santana. Uma criação do coletivo Small Riders, o filme enfoca a ilha paulista a partir da água, tendo seus picos cobertos de mata atlântica como pano de fundo. “Meu papel foi passar um pouco do que sei sobre a conexão com o mar e como você pode fazer parte dele”, diz Will, que descobriu o mergulho aos 15 anos de idade. “Se você quer ter uma aproximação com os seres vivos que estão lá embaixo, precisa conquistar a confiança deles”. 

Nascido em Aracaju, Will dedicou vários anos ao surf profissional e chegou a competir na divisão de acesso da Liga Mundial de Surf (WQS). Mas, após participar do reality show Nas Ondas de Itacaré, da Globo, acabou se mudando ao Rio de Janeiro pra produzir vídeos e abraçar a carreira de free surfer. “Depois que parei de pensar em competição 24 horas por dia, descobri a verdadeira essência do surf e a minha verdade”, diz Will. “Comecei a pegar onda na hora que eu queria, a testar outros tipos de prancha e a mergulhar mais, o que me abriu vários horizontes.” Como atleta de competição, o sergipano treinava o mergulho em apneia como forma de se preparar pra encarar ondas (e caldos) maiores. Mas, com o tempo, acabou se apaixonando pelo esporte. “Comecei a fazer pesca submarina, além de mergulho livre, e vi que era uma forma de conexão mais profunda com o mar”, diz Santana. “A cada imersão eu me desligo de todos os meus pensamentos e até de mim mesmo. O surf continua sendo minha profissão, mas o mergulho é a minha paixão”. 

Além de produzir conteúdo pra redes sociais e marcas, Will comanda o Espaço Surf, onde ensina outras pessoas a se relacionar com o mar e a natureza — entre seus alunos, estão os atores Dani Suzuki e Juliano Cazarré. Em Ilhabela, o mergulhador compartilhou as suas técnicas pra que Renata e Wayan superassem seus limites numa imersão em apneia. Mas também aprendeu com eles, em meio a altas risadas, que tornaram mais leves os momentos de cansaço e as várias horas na água. “Com o Wayan descobri como a meditação faz com que a gente tenha um poder de concentração muito maior”, diz o mergulhador. “Já a Renata, quebrou todos os meus paradigmas sobre alongamento e me mostrou que o yoga vai muito além de um exercício físico. Vou levar esses ensinamentos pra minha vida.”

Dicas pra você mergulhar na natureza da Ilhabela, dentro e fora da água

Onde ficar em Ilhabela

Nas cenas iniciais do filme, Renata, Wayan e Will praticam yoga e meditam na sala de vivências do Templo do Ser (@templodoser.ilhabela), cercada pela natureza. Entre as praias do Julião e da Feiticeira, no sul da Ilhabela, esse complexo dedicado ao bem-estar organiza retiros, além de sessões de yoga e meditação, entre outros eventos (vários deles abertos ao público). Ideal pra uns dias de detox, tem quartos com varanda que dão vista pra mata atlântica, bistrô vegetariano com opções veganas, spa de terapias holísticas e piscina aquecida. 

Onde comer em Ilhabela

Nos dias que passou em Ilhabela pra rodar O Fluxo do Tempo, a descoberta gastronômica preferida de Will foi o restaurante Pimenta de Cheiro (@pimentadecheiroilhabela), de frente pro mar, entre as praias do Perequê e da Barra Velha. “É tudo muito simples e bom, com foco em peixes e frutos do mar, que eu adoro”, diz o mergulhador. Peça uma casquinha de siri com uma long neck Corona pra começar e, depois, vá de camarão na moranga ou prove a caldeirada de frutos do mar. 

O que fazer na Vila, o centrinho da Ilhabela

Foi a primeira vez de Will na Ilhabela e ele ficou fascinado pelo charme da Vila, com sua arquitetura colonial e ares de cidade do interior. O centrinho mais charmoso do litoral paulista é ideal pra um rolê sem pressa no fim da tarde, por suas ruas de paralelepípedos. Pare pra tomar um café na livraria Ponto das Letras (@pontodasletrasilhabela) ou um sorvete artesanal na Gelateria Tradizionale (@gelateriatradizionale).

Praia de Pacuíba: um segredo em Ilhabela

Afastada do centro, a praia de Pacuíba é um dos cenários de O Fluxo do Tempo. Tranquila, pequena e pouco urbanizada, fica na face norte da Ilhabela. Seguindo por mais 5km, chega-se à praia do Jabaquara, uma das mais belas e intocadas da ilha.

Passeio de barco: Ilhabela vista do mar

“Pra conhecer Ilhabela de verdade é preciso sair de barco. Nós vimos o nascer e o pôr do sol no mar e foi incrível”, conta o surfista. Will, Renata e Wayan exploraram a imensidão azul de Ilhabela a bordo do Nativo (12-98150-0098), um típico barco de pesca que faz passeios sob o comando de Luciano Leopoldino, marinheiro com mais de 20 anos de experiência. Navegando, os três passaram pelas praias da Siriúba e da Armação até chegar à Praia da Fome, totalmente deserta, na frente da qual fizeram o tempo parar com um mergulho em apneia. Se a ideia for passar vários dias em um barco aprendendo a velejar na capital da vela, reserve um curso do Sailing Touche (@sailingtouche).

Ilha das Cabras: o melhor pico de mergulho de Ilhabela

A Ilha das Cabras foi o pico favorito de mergulho de Will durante as filmagens de O Fluxo do Tempo. “Tem muita vida marinha e você precisa de praticamente nada pra chegar lá. Fica a uns 100 metros da Ilhabela, então dá pra ir nadando tranquilamente pelo canal e fazer um mergulho costeando a ilhota com total segurança”, diz o mergulhador.

Pôr do sol na Ponta das Canas

“O pôr do sol mais incrível que vimos foi no dia em que fomos gravar no píer que a galera do kite usa como base na Ponta das Canas“, conta Will. “Tem pouca gente no fim da tarde, então você consegue ficar à vontade e curtir o visual com silêncio e paz”. 

A melhor vista de Ilhabela

Sucesso no Instagram, a Cachoeira de Paquetá deixou Will boquiaberto. Pra chegar lá, é preciso passar por alguns trechos íngremes, no meio da mata — mas com direito a mergulho em dois poços cristalinos antes de chegar ao topo. No alto da cascata, uma piscina natural produz um incrível efeito de borda infinita, com o mar ao fundo. Pra agilizar a descida, corte caminho pelo tobogã aquático formado pela correnteza na pedra lisa. O começo da trilha fica perto da Praia do Curral.

Fotos: Small Riders


Rota dos Paraísos

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