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O crush dos homens pelos colares de pérolas

Por
Adriana Setti
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Na última década, as desejadas esferas brilhantes voltaram aos torsos masculinos. Mas o fascínio deles por esse tipo de joia vem de longe.

De uns anos pra cá, as esferas brilhantes do mar — e suas milhares de versões fake — ganharam espaço no universo dos acessórios masculinos. Parece novidade, mas não é: homens são fascinados por pérolas há milhares de anos.

Eles amam as pérolas:

O crush dos homens pelos colares de pérolas
Marajá Yashwant, Rao Holkar II, 1908 – 1961

·  Nobres e aristocratas do Império Romano.

·  Os poderosos marajás e nawabs indianos.

·  Dinastias chinesas há mais de 2 mil anos.

·  Guerreiros de povos originários polinésios.

Simbologia

O crush dos homens pelos colares de pérolas
Imperador Yongzheng, 1678 – 1735

Na cultura chinesa, as pérolas remetiam à sabedoria. Na Polinésia, serviam como amuletos. Ao longo dos milênios, essas bolinhas de material orgânico que se formam dentro de moluscos, a exemplo das ostras, também foram símbolo de poder e de riqueza — sob o domínio do imperador romano Júlio César, só os nobres podiam usar.

O crush dos homens pelos colares de pérolas
Pintura de Perre Mignard, aprox. 1650

Associada a Afrodite, deusa do amor e da beleza na mitologia grega, a pérola também foi encarada como um ícone da feminilidade em muitas culturas — visão que acabou prevalecendo em tempos recentes.

O crush dos homens pelos colares de pérolas
George Villiers, Primeiro Duque de Buckingham, retratado pelo pintor Michiel Jansz van Mierevelt, 1626

Queda das tradicionais fronteiras de gênero > Ascensão da moda neutra e fluida > Pérolas como adornos unissex

Rebranding

O crush dos homens pelos colares de pérolas
Foto: Daniel Adesina / Unsplash

Considerada um ícone atemporal de elegância tradicional, a pérola ganha um ar cool ao saltar do pescoço das senhoras aristocráticas ao figurino da cultura hip-hop, precursora dessa tendência na virada do milênio.

Rappers como A$AP Rocky, Post Malone, Pharrell Williams e Lil Wayne estiveram entre os primeiros a adotar. Os cantores britânicos Harry Styles e Cruz Beckham (filho do jogador) também. No Brasil, Cauã Reymond representou o movimento.

Crédito da imagem de abertura: Tyler Nix / Unsplash

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