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Por que o LinkedIn é tóxico?

Por
Adriana Setti

Em uma sociedade capitalista que tem o sucesso profissional como medida de valor, navegar pelo feed do LinkedIn pode ser o pior dos gatilhos.

A essas alturas, todos nós já sabemos que as redes sociais podem exercer um impacto negativo sobre nossa saúde mental. Mas, em uma sociedade capitalista que enfatiza a produtividade acima de tudo, e o sucesso é a maior medida de valor, o LinkedIn é, para muitos, a pior fonte de comparações que geram ansiedade e sentimento de fracasso.

LinkedIn: a rede dos adultos

LinkedIn surgiu em 2003 como uma alternativa aos sites de busca de emprego
Veja motivos que tornam o LinkedIn uma rede social tóxica l Créditos: Energepic / Unsplash

O LinkedIn surgiu em 2003 como uma alternativa aos sites de busca de emprego, assim como um lugar pra manter contato com colegas de trabalho e empresas. Já em 2010, de olho no sucesso do Twitter e do Facebook, o serviço criou um feed próprio e tornou-se uma rede social do universo corporativo.

Em geral, não há brigas — como no Twitter e no Facebook —, os haters não dão as caras e espalhar fake news pode ser comprometedor. Talvez por isso, pouca gente se preocupe em avaliar e discutir os impactos negativos do LinkedIn.

Por outro lado, enquanto pega mal se gabar de suas realizações ou do seu alto cargo (e salário) no Instagram — assim como numa rodinha de amigos ou pra um estranho na fila do pão —, no LinkedIn, essa é a norma.

Chuva de diplomas

via GIPHY

É dando um scroll no LinkedIn que nos sentimos inferiores por não termos feito aquele MBA ou doutorado; por não ostentarmos uma carreira internacional ou simplesmente por nem termos um job que dê pra pagar os boletos.

Para os que usam a ferramenta pra sair do desemprego, topar com o perfil daqueles coleguinhas de escola com cargos cheios de siglas em inglês — que nem sabemos o que significa — é mais um peteleco na autoestima profissional, justo em um momento de vulnerabilidade.

E o pior: é difícil fugir da “rede dos adultos”. Nos dias de hoje, não ter uma conta no Instagram ou na rede vizinha pode até adicionar um charme analógico ao seu perfil da vida real. Não estar no LinkedIn, no entanto, tornou-se sinônimo de não existir no mercado profissional.

Use com moderação

Lembre-se: você não é o seu trabalho
Lembre-se: você não é o seu trabalho l Créditos: Unsplash

Se não tem como escapar, pro bem da sua saúde mental, vale encarar o LinkedIn como qualquer outra rede social, tendo em mente que nem tudo o que se vê por ali reflete a realidade, evitando comparações e lembrando: VOCÊ NÃO É O SEU TRABALHO.

Créditos da imagem do abre: Unsplash

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