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54 horas na Praia do Forte: um roteiro repleto de baianidades, sombra e água morna pra desestressar no litoral norte da Bahia

Por
Adriana Setti
Em parceria com

O vilarejo foi pioneiro ao apostar no turismo de baixo impacto e no desenvolvimento sustentável. O resultado é um paraíso povoado por tartarugas e baleias, a meros 60km do aeroporto de Salvador.

Poucas coisas mudaram na paisagem da Praia do Forte desde que o primeiro ecoresort do Brasil foi inaugurado, nos anos 1980. A meros 60km do aeroporto de Salvador, o vilarejo foi pioneiro ao apostar no turismo de baixo impacto e no desenvolvimento sustentável, décadas antes que esses conceitos estivessem em pauta. Os carros têm acesso restringido a boa parte do vilarejo, onde tuk-tuks fazem as vezes de táxis. Não há grandes barracas na praia e as construções seguem uma coerência arquitetônica. Tanto esforço de preservação faz sentido. Com areia grossa, levemente dourada, e piscinas naturais que se formam na maré baixa, a Praia do Forte é um dos trechos mais cinematográficos da costa brasileira e, de quebra, está cercada por outros paraísos repletos de sombra e água morna. A seguir, um roteiro cheio de baianidades, tartarugas e praias perfeitas, pra você desestressar no litoral norte da Bahia.

DIA 1

15h
O que a Bahia tem: coqueiros, good vibes e água morna

Em frente à fofíssima igrejinha de São Francisco de Assis, a Praia do Portinho é altamente fotogênica, com seus barquinhos de pesca “estacionados” à sombra dos coqueiros. Mas, pra ter espaço de sobra, caminhe pra direita até passar do Tivoli Ecoresort. Com areia grossa e levemente dourada, o trecho mais virgem da Praia do Forte é Bahia em estado puro, com coqueiros a perder de vista e aquele mar morninho que forma piscinas naturais na maré baixa.

18h
Bolinho de peixe do Souza Bar: um clássico imortal

De volta ao vilarejo, abra a sua primeira long neck Corona no Souza Bar (@souzabaroficial), um clássico imortal da Praia do Forte, famoso por preparar o melhor bolinho de peixe de todas as galáxias. Tem mesas de madeira maciça espalhadas por um jardim arborizado e cardápio repleto de baianidades: caldo de sururu, casquinha de siri, moquecas… Uma animada programação musical esquenta o fim de tarde. 

DIA 2

Exercitando a solitude em Itacimirim, na Bahia | Crédito: The Summer Hunter

10h30
Onde tomar café na Praia do Forte: pão caseiro e cafezinho coado

Fazer a primeira refeição na padaria Tango Café (@tango_cafe) é um jeito gostoso de começar o dia. Garanta uma mesinha no terraço pra ficar de olho no vaivém do vilarejo, enquanto o café passa pelo coador. Tem pão fermentado com carinho, sanduíches, ovos, croissants e bolos. Também é um lugarzinho estratégico pra matar aquela fome fora de hora. 

11h30
Itacimirim: sossego ao lado da Praia do Forte

 Uns 15km ao sul da Praia do Forte, Itacimirim é (inexplicavelmente) pouco conhecido fora da Bahia. Predominantemente residencial, o vilarejo tem uma longa faixa de areia e boas ondas pra surfar, principalmente no trecho conhecido como Praia do Surf. Quem só está a fim de passar um dia preguiçoso faz um ótimo negócio em fincar o guarda-sol na barra do Rio Pojuca (canto esquerdo), onde dá pra alternar banhos de mar com longas boiadas no rio.

13h
Almoço no mangue do Rio Pojuca

Na beira do Rio Pojuca, com acesso pela estrada, o Restaurante Manguezal (@restaurantemanguezalof) está literalmente cercado pelo emaranhado de raízes que saltam do mangue. Uma passarela de madeira leva até um terraço que paira sobre a água. Peça uma caipirinha de graviola pra acompanhar a casquinha de aratu. Depois, vá de vermelho frito: o peixe é servido inteiro e acompanhado de arroz, farofa, salada e feijão fradinho. 

15h
Projeto Tamar: encontro marcado com a fauna marinha da Bahia

Com um dos museus mais visitados do Brasil, a base do Projeto Tamar (@projeto_tamar_oficial) da Praia do Forte é a principal atração do vilarejo. Em uma área de 10 mil metros quadrados, tem tanques com exemplares da fauna marinha local incluindo, claro, muitas tartarugas de várias idades. Organiza uma série de visitas guiadas ao dia. Além disso, em certos horários é possível acompanhar a alimentação de tubarões, tartarugas e arraias (consulte a programação no site). 

As piscinas naturais da Papa-Gente, na Praia do Forte, Bahia | Crédito: Divulgação/praiadoforte.org.br

16h
Piscinas naturais: água morna e peixinhos coloridos

Saindo do Projeto Tamar, caminhe uns 10 minutos pela praia até topar com as piscinas naturais da Praia do Lord e, um pouco mais adiante, as do Papa-Gente (foto). Na maré baixa, esses são os melhores pontos para mergulhar com snorkel entre peixinhos coloridos. Pra evitar aglomerações, evite fazer esse programa nos fins de semana e feriados. 

20h
Onde comer na Praia do Forte: Vinobar

Se tiver esgotado a dose diária de dendê, busque refúgio no escondidinho Vinobar (@vinobarpraiadoforte). Com mesas ao ar livre, tem uma lista de vinhos caprichada, inclusive por taça, e receitas italianas em apresentações bem cuidadas. Os antipasti, como os rolinhos de abobrinha grelhada com pasta de grão-de-bico e tomate-cereja assado, são ótimos para acompanhar os primeiros goles. Depois, peça bacalhau na manteiga e crostini de polenta. 

DIA 3

Observação de baleias jubarte na Praia do Forte, Bahia | Crédito: @projetobaleiajubarte

8h
Como observar as baleias jubarte na Praia do Forte

Entre julho e outubro, a Praia do Forte está na rota das baleias jubarte, que deixam as águas polares em busca de um lugar mais quentinho pra se reproduzir. As gigantes chegam a medir até 16 metros de comprimento e a pesar 40 toneladas. Não à toa, vê-las de perto é uma experiência impactante. Com sede no vilarejo, o Projeto Baleia Jubarte (@projetobaleiajubarte) tem visitas guiadas e palestras de educação ambiental, além de monitorar os passeios de observação dos animais, assegurando que os barcos mantenham uma distância segura. Antes de fechar um passeio, consulte o site oficial e cheque a lista de agências credenciadas pelo projeto. 

11h30
O lado B da Praia do Forte: floresta, rio e história

A beleza da Praia do Forte não está só em suas areias, corais e piscinas naturais. Cercado por uma grande área de preservação, o vilarejo é base pra explorar a restinga e a mata atlântica. A Portomar (@portomarbahia) tem rotas de buggy que atravessam a floresta e incluem rolê de canoa canadense pelo Rio Pojuca. Um dos passeios ainda passa pelas ruínas do Castelo Garcia D’Ávila, uma das construções portuguesas mais antigas do Brasil. 

13h
A fina flor da cozinha baiana: Sombra da Mangueira

 Cerca de 20km ao norte da Praia do Forte, faça um desvio em direção ao vilarejo de Diogo, um pouco antes de chegar à Costa do Sauípe. Um dos restaurantes mais celebrados do litoral norte da Bahia, o Sombra da Mangueira (@restsombradamangueira) é uma autoridade em moquecas e ensopados. De entrada, peça uma porção de pititinga ao molho tártaro, mas guarde apetite pra atacar uma mariscada com tudo o que a costa baiana tem de melhor, incluindo lagosta. A moqueca de camarão também é um escândalo e a roska de abacaxi com hortelã ajuda a abrir espaço para a sobremesa: sorvete de coco com calda de manga.

15h
Praia de Diogo: um segredo no litoral norte da Bahia

Faça a digestão caminhando pelas dunas da praia de Diogo, um dos segredos bem guardados ao norte de Salvador, apesar da proximidade com os grandes resorts da Costa do Sauípe.

Pôr do sol em Imbassaí, na Bahia: onde o rio encontra o mar: | Foto: The Summer Hunter

16h
Fim de tarde épico em Imbassaí

O lugar mais bonito pra estar no fim da tarde é onde o rio Imbassaí deságua no Atlântico na praia homônima, entre Diogo e a Praia do Forte. Com suas águas avermelhadas, ele serpenteia por um bom trecho em paralelo ao mar, esculpindo um visual que muda de acordo com a maré. Com coqueiros de um lado e areia do outro, o lugar ganha uma luz mágica ao entardecer. Barracas de praia garantem o pé na areia e a cerveja gelada. 

Foto de abertura: Thomas De Wever/iStock

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