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Redley, presente e futuro: sempre em movimento

Por
Adriana Setti
Em parceria com

Orgulhosa de sua história, mas sempre olhando para frente, a Redley segue em movimento, andando a passos firmes na direção da diversidade, tendo a música como seu principal pilar e apostando na sua vocação calçadista para continuar a inovar e a crescer.

“A Redley de hoje é vista como uma empresa que apoia novos talentos, ativa no propósito de fortalecer artistas jovens e de gerar conteúdo interessante sobre música”, diz o DJ e empreendedor Pedro Bonn. “Continua sendo uma marca muito praiana, mas que, com o passar do tempo, foi se desconstruindo e entrando em outras pautas”, avalia o criador da AUR, plataforma de comunicação focada na cultura urbana. Tendo a música como seu principal pilar e apostando na sua vocação calçadista, a Redley contemporânea caminha a passos firmes na direção da diversidade. “Vejo o meu trabalho reconhecido por uma marca que, com 35 anos de história, já esteve associada ao estereótipo do cara branco, loiro e surfista, mas hoje apoia um empreendedor preto que fala sobre negritude, cultura, arte e música preta de forma igualitária e horizontal, me respeitando e abrindo espaço para que possa expressar-me da maneira que eu quero”, completa Bonn.

Além de apoiar artistas e pautas que abrangem o Rio de Janeiro como um todo, a empresa também vem passando por uma reorganização interna para tornar-se mais inclusiva. Nesse caminho, conta com a consultoria da ONG Casinha Acolhida. Tratando de questões como os direitos e a representatividade LGBTI+, a entidade vem orientando a liderança e o departamento de recursos humanos, para que repensem processos e construam um ambiente mais acolhedor. Além disso, a empresa criou um Comitê de Diversidade interno, composto por pessoas que se identificam como parte de alguma minoria.

Conectando talentos

“Na Baixada Fluminense, posso dizer que 99% dos meus amigos que trabalham com cultura já desejaram uma camiseta, uma bermuda ou um chinelo Redley. A marca está entranhada nesse rolé de música e no lifestyle da galera periférica há muito tempo, porque sempre fez parte do nosso outfit”, conta Dree Beatmaker, produtor musical da cena do rap carioca. “Saber que a minha arte faz parte do universo da Redley, que sempre fez parte do meu universo, é muito importante. É um marco histórico do Rio de Janeiro e para a vida de muitos artistas periféricos, ao mesmo tempo em que sempre está conectada com o novo”, completa.

“Hoje, como parte do time da Redley, o que mais mexe comigo é a diversidade de movimentos que ela alcança dentro da arte, da street dance e da música”, diz o artista plástico Rafael Uzai. Segundo ele, a marca está sempre buscando pessoas relevantes e verdadeiras, que fazem as coisas acontecerem dentro de seus respectivos universos. Consequentemente, a relação da marca com os jovens acaba sendo orgânica. “É muito legal ver os jovens de hoje usando peças que os pais deles também usaram, como os tênis ou a camiseta neon; essa troca é muito interessante”, completa.

“A Redley de hoje pode até não lançar modas e tendências o tempo todo, e nem é nosso intuito fazer isso”, diz Fernanda Afonso, coordenadora de estilo. “O que queremos é continuar esse legado, sempre evoluindo e olhando pra frente, mas sem perder a nossa essência”, completa. “A capacidade de transmitir autenticidade, ao mesmo tempo em que vai absorvendo o que está rolando e mantendo a conexão com o seu DNA, é a chave da longevidade da Redley”, avalia Aori Sauthon. “Essa proximidade com as ruas deixou a marca muito fresca. Vejo a Redley se comunicando com a galera mais nova do rap hoje em dia e acho isso muito enriquecedor. É a fonte da juventude de uma marca que nunca está cansada de se conectar, aprender e conhecer pessoas novas”, completa.

O futuro é divertido

Em um começo de década marcado pela pandemia do coronavírus, que vem gerando diversas mudanças comportamentais e redesenhando a maneira como as pessoas trabalham e se conectam, a Redley também sai na frente, seguindo em um caminho no qual sempre acreditou. “A pandemia trouxe uma evolução no sentido de priorizar qualidade de vida e buscar conforto. Dentro desse contexto, o vestuário Redley está cada vez mais contemporâneo e de acordo com a forma com que muita gente vem se relacionando com o trabalho”, diz Mariana Egert, gerente de marketing. Alinhada às questões mais atuais, a Redley também vem investindo na sustentabilidade. Sua primeira grande aposta nesse campo é o Chinelo Solar. “É um projeto que caminha para o design circular, com uma matéria-prima que ficou anos em estudo”, diz Mariana, referindo-se ao solado feito com restos de borracha reaproveitados.

Para Peter Simon, o fundador, o futuro da Redley está no desenvolvimento de produtos nos quais a marca é especialista, ousando na medida certa. “Não é da minha personalidade descansar em cima de algum sucesso que a gente tenha tido. Estou sempre olhando pra frente e essa é uma das maneiras de me manter atualizado e jovem. O futuro é divertido”, diz Simon, que rejeita o saudosismo e sempre se lançou ao desenvolvimento criativo pelo desafio em si, sem pensar no sucesso. “Essa é uma das razões da nossa longevidade. Faz 35 anos que comecei este negócio e, de lá pra cá, uma quantidade enorme de marcas surgiram, brilharam e sumiram. E nós continuamos aqui.”

Venha conhecer a coleção Redley 35 anos e todos os produtos que marcaram época.


Redley 35 Anos: Sempre em Movimento

A marca que traduz o lifestyle do Rio de Janeiro está fazendo aniversário. Celebrando sua história, mas sempre olhando pra frente, a Redley criou este canal para contar como se reinventou de forma incansável desde 1985. Leia todos os posts aqui.