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Roteiro pra você dar um rolê de bike pelo Rio de Janeiro

Por
Adriana Setti
Em parceria com

Um rolê de bike pelo Rio de Janeiro, passando pela Zona Portuária, pedalando pelas raízes africanas do Brasil, com paradas em museus, ícones da street art e botecos que traduzem a essência da boemia carioca.

A Hering subiu na bicicleta para colorir capitais do Brasil e também apresentar a sua nova coleção de peças que têm tudo a ver com conforto e com o que se quer para deixar a vida mais básica e solar. Inspire-se, dê um rolê de bike pelo Rio de Janeiro e conheça o Brasil com a gente!

Neste mapa, você verá um roteiro completo para conhecer a Zona Portuária do Rio, além de dicas importantes para ciclistas urbanos e uma lista de serviços na cidade, com indicações de oficinas, empresas que fazem passeios em duas rodas, entre outros.

Um rolê de bike pelo Rio de Janeiro

Morro Conceição, no RJ
Morro Conceição, no Rio de Janeiro, é um dos pontos que fazem parte do itinerário l Créditos: Divulgação

Com um lifestyle arejado que preza a vida ao ar livre, é natural que o Rio de Janeiro tenha uma cultura forte do pedal — mais de 446 mil deslocamentos diários são feitos em duas rodas na cidade, segundo a organização Transporte Ativo. Entre ciclovias e ciclofaixas, a capital fluminense já soma 458 km onde os ciclistas podem pedalar sem competir com os carros — ainda que a conexão entre os trechos nem sempre seja bem estruturada.

Nos fins de semana, a galera do pedal ainda ganha algumas áreas de lazer extra. As pistas do Aterro do Flamengo, por exemplo, são interditadas para carros aos domingo às 18h. Em Copacabana, uma das vias da Avenida Atlântica é destinada ao lazer nos domingos e feriados e, no Méier, a Rua Dias da Cruz se transforma em espaço de diversão aos domingos e feriados, a partir das 8h. Mesmo sem ciclovias, a Zona Portuária também é boa para pedalar: o itinerário a seguir parte dos museus da Praça Mauá e mergulha na história e na cultura da cidade, com paradas em museus, street art e botecos que são ícones da boemia do Rio de Janeiro.

A – Praça Mauá

Praça Mauá, no Rio de Janeiro
Praça Mauá, no Rio de Janeiro l Créditos: Divulgação

Ponto de partida do rolê de bike por Rio de Janeiro, a Praça Mauá é o endereço do Museu de Arte do Rio e do Museu do Amanhã e, de quebra, entrega uma vista incrível da Baía de Guanabara. Antes do pedal, vale provar a culinária amazônica do restaurante Casa do Saulo Museu do Amanhã.

B – Orla do Conde

Mural Etnias, no Rio de Janeiro
Mural Etnias, do artista Eduardo Kobra l Créditos: Divulgação

A Orla Conde, ou Boulevard Olímpico, interliga o Armazém 8 do Cais do Porto à Praça da Misericórdia, onde está o Museu Histórico Nacional, passando por várias atrações, como a Feira de Antiguidades da Praça XV, que rola aos sábados, e o Mural Etnias, obra gigantesca do muralista Eduardo Kobra.

C – Armazém da Utopia

Armazém da Utopia, no Rio de Janeiro
Armazém da Utopia, no Rio de Janeiro l Créditos: Divulgação

Em um galpão centenário de 5 mil m2 e com estrutura de aço e paredes de tijolos à vista, o Armazém da Utopia é um centro cultural dinâmico que sedia vários eventos, cursos e festivais, além de ser o QG da companhia de teatro Ensaio Aberto, que realiza seus espetáculos ali. Também abriga os acervos de figurino e cenografia de produções do grupo. Cheque a programação na página do instagram.

D – Roda Gigante Yup Star

No fim do Boulevard Olímpico, essa roda-gigante revela uma das vistas mais incríveis da Cidade Maravilhosa. Nos dias mais claros, dá pra enxergar vários pontos turísticos lá do alto, como o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor, o relógio da Central do Brasil e a Baía de Guanabara. A entrada custa R$ 70,00, ou R$ 59,00, comprando antecipadamente pelo site yupstar.com.br.

E – Centro Cultural José Bonifácio

Pedra do Sal
Pedra do Sal
Acarajé da Casa Omolokum
Acarajé da Casa Omolokum

O Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana passa pela região que, durante o período da escravidão, foi porta de entrada de pessoas negras sequestradas de seus países. Os pontos de interesse histórico incluem o Cais do Valongo e o Cais Imperatriz, o Instituto Pretos Novos, o Centro Cultural José Bonifácio e a Pedra do Sal.

F – Casa Omolokum

No acesso ao Morro da Conceição, esse espaço de cultura celebra a valorização da religião de matriz africana no Brasil por meio da comida. Os pratos, que mudam a cada fim de semana, são uma bela vitrine da culinária afro-brasileira, com dendê e axé. O acarajé da casa é célebre. Funciona de sexta a domingo, das 13h às 20h.

G – Largo São Francisco da Prainha

Largo São Francisco da Prainha
Largo São Francisco da Prainha l Créditos: Blog Gira Mundo

É o epicentro do Bairro da Saúde que, em 2021, foi eleito um dos mais cool do mundo pela Time Out. Seus sobrados coloridos em estilo colonial abrigam bares icônicos, como o Bafo da Prainha, que transforma o largo em uma grande festa com comida boa e música ao vivo. Vale dar uma paradinha para provar as carnes grelhadas e tomar uma cervejinha gelada.

H – Pedra do Sal

Samba na Pedra do Sal
Samba na Pedra do Sal l Créditos: Divulgação

Coração da região chamada de Pequena África, ficou conhecida pelo desembarque do sal na cidade e teve seus arredores densamente habitados pela população negra. Monumento religioso e histórico da cultura afro-brasileira, considerada um dos berços do samba, hoje a pedra é famosa pelas rodas semanais, que reúnem sambistas apenas nas noites de segunda e sexta. Estacione a bike e se jogue.

I – Ladeira do João Homem

Escondidinha entre os arranha-céus da Avenida Rio Branco, essa ladeira íngreme do Morro da Conceição é um passaporte para um Rio de outra época, com suas casinhas em tons pastéis cujas fachadas são da virada do século 19. Do ponto mais alto, na pequena Praça Major Valô, entrega uma vista linda da Baía de Guanabara.

J – Casa Porto

Bar Casa Porto
Bar Casa Porto l Créditos: Divulgação

Bar icônico pra fechar o pedal, esse lugar traduz a essência do carioca, com janelões que se abrem para o Largo São Francisco da Prainha e drinks autorais. Tem programação cultural com música ao vivo e exposições, além de petiscos e pratos pra matar fome de ciclista. Comece com uma pipoca de berinjela e, depois, ataque uma costela com agrião.

Um resumo do percurso

Um roteiro de 18 km majoritariamente plano pela Zona Portuária, com trânsito moderado em boa parte do trajeto e algumas ruas de paralelepípedo.

Na Orla Conde é possível pedalar sossegado pelo calçadão compartilhado. No trecho seguinte, há várias ruas amplas e de mão única que também facili- tam a vida do ciclista. Já nas imediações do Largo São Francisco da Prainha e da Pedra do Sal, há ruas de paralelepípedo, que podem ser desafiadoras para os ciclistas pouco experientes. Pra visitar a Casa Omolokum e a Ladeira João Homem, onde o relevo é extremamente íngreme, dá pra estacionar no bicicle- tário do Museu de Arte do Rio e subir a pé.

Créditos da imagem do abre: Arne Müseler / Museu do Amanhã


O Básico pelo Brasil

A Hering subiu na bicicleta para colorir Recife, São Paulo e Rio de Janeiro e também apresentar a sua nova coleção de peças que têm tudo a ver com conforto e com o que se quer para deixar a vida mais básica e solar. Fique de olho para se inspirar a pedalar por aí e conhecer o Brasil com a gente!
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