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Roteiro pra você dar um rolê de bike por São Paulo

Por
Adriana Setti
Em parceria com

Do Minhocão ao Ibirapuera, montamos um roteiro pra você andar de bike em São Paulo enquanto visita pontos icônicos da cidade.

A Hering subiu na bicicleta para colorir capitais do Brasil e também apresentar a sua nova coleção de peças que têm tudo a ver com conforto e com o que se quer para deixar a vida mais básica e solar. Inspire-se, dê um rolê de bike por São Paulo e conheça o Brasil com a gente!

A seguir, você verá um roteiro completo para conhecer a cena artística da capital paulista, além de dicas importantes para ciclistas urbanos e uma lista de serviços na cidade, com indicações de oficinas, bike cafés e lojas, entre outros.

Um rolê de bike por São Paulo

Ciclofaixa na Avenida Paulista
Ciclofaixa na Avenida Paulista l Créditos: Luana Azevedo / Unsplash

Nunca houve tanta gente pedalando em São Paulo: são cerca de 1,6 milhão de bikes circulando pela metrópole, que conta com 667 km de ciclovias e ciclofaixas, além de uma ciclofaixa de lazer aos domingos e feriados de mais de 100 km.

Com uma grande oferta de estações para aluguel de bikes, o itinerário parte do Minhocão aos sábados e domingos, ou do Parque Augusta qualquer dia da semana, e passa por museus, galerias e centros culturais até chegar ao Parque do Ibirapuera — com várias paradinhas estratégicas pra tomar café, descansar e fazer uma boquinha.

O trajeto, de 20 km é majoritariamente plano, com uma única subida longa, pela Rua Treze de Maio. Tanto no Ibirapuera como na Av. Paulista há ciclovia, onde você também verá pessoas de skate e patins transitando — ótima oportunidade de praticar a boa convivência! Arraste pro lado para ver o roteiro completo e deixe suas dicas pra pedalar em SP nos comentários.

A – Minhocão

Minhocão, no Centro de São Paulo
Minhocão, no Centro de São Paulo l The Summer Hunter

Ponto de partida pra quem pretende fazer esse rolê no fim de semana, a via elevada mais colorida de São Paulo se transforma em uma grande praça pública aberta a pedestres e ciclistas de segunda a sexta das 20h às 22h e sábado e domingo das 7h às 22h. Vale aproveitar os 2,7 km de extensão pra pedalar e observar os diversos grafites e painéis, além da arquitetura ao redor.

B – Por um punhado de dólares

Cafés e mates especiais são o carro-chefe desse café com paredes de cimento queimado e jeitão industrial. Mas vale apostar nos pães, sanduíches e bolos pra acompanhar. É perfeito pra tomar um café da manhã reforçado com calma antes de seguir pedalando — o trecho de subida vem logo depois. Paraciclos na porta facilitam a vida dos ciclistas.

C – Parque Augusta

Parque Augusta
Parque Augusta l Créditos: Divulgação Prefeitura

O mais novo parque do centrão de São Paulo é um oásis verde em meio ao concreto. Inaugurado em 2021 depois de uma longa disputa pelo uso do espaço, tem árvores nativas, espaço dedicado aos pets, parquinho infantil, gramado pra se jogar e fazer piquenique, além de uma programação de atividades culturais. Os portões ficam abertos diariamente das 5h às 21h.

D – Japan House

Um espaço de difusão da cultura japonesa, abriga exposições de artes visuais, clube de leitura, oficinas, entre outras atividades. Tem um espaço multimídia com livros, mangás e conteúdos eletrônicos, além de duas lojas com produtos de artistas japoneses. Pra um almoço sério, vá ao Aizomê, de cozinha autoral, ou faça uma boquinha no Café Sabor Mirai. Há paraciclos na calçada.

E – MASP

Museu de Arte de São Paulo
Museu de Arte de São Paulo l Créditos: Wiki Commons

O Museu de Arte de São Paulo é um marco na arquitetura paulistana, famoso pelo vão livre, que já foi palco de inúmeros episódios relevantes da história política, cultural e social da cidade. Tem o maior acervo de arte europeia do hemisfério sul e um calendário denso de exposições coletivas e individuais. Há um bicicletário na parte de trás do vão livre.

F – Instituto Moreira Salles

Frente do Instituto Moreira Salles
Frente do Instituto Moreira Salles l Créditos: Pedro Vannuchi / IMS

O prédio já ganhou prêmio de melhor obra de arquitetura em SP. Além do acervo importante nas áreas de fotografia, música, literatura e iconografia, vem chamando a atenção pelas exposições que promovem a diversidade e a inclusão. Tem um cineteatro, biblioteca de fotografia, loja-livraria, o café-restaurante Balaio e um paraciclo vigiado por seguranças.

G – Galeria Vermelho

Galeria Vermelho
Galeria Vermelho l Divulgação

A fachada dessa galeria é uma exposição por si só. Especializada em arte contemporânea, firmou seu lugar como alternativa a espaços rígidos e tradicionais, comprometendo-se com a distribuição de novas ideias e artistas em ascensão. No mesmo espaço está a Banca Tijuana, especializada em livros de arte, onde você encontrará as publicações da Edições Tijuana.

H – Museu da Imagem e do Som

No Museu da Imagem e do Som, cinema, música, vídeo e fotografia são o foco de grandes exposições nacionais e internacionais, marcadas pela interatividade e o uso de tecnologia. O espaço conta com um ambiente ao ar livre, ideal pra um respiro. Aproveite pra experimentar alguns drinks no Pipo Restaurante. Deixe sua bike no paraciclo.

I – MUBE

Museu Brasileiro da Escultura e da Ecologia
MUBE l Créditos: Divulgação

O Museu Brasileiro da Escultura e da Ecologia é um espaço amplo e horizontal projetado pelo capixaba Paulo Mendes da Rocha (1928-2021), único arquiteto brasileiro a receber o prêmio Pritzker, o Oscar da arquitetura. Mesmo sem entrar no museu, é possível ver algumas obras de arte. Aos domingos, a Feira de Arte do MuBe movimenta a área externa.

J – Parque Ibirapuera

Vista aérea do Ibirapuera
Vista aérea do Ibirapuera l Créditos: Shutterstock

Paraíso dos rolês de bike, o parque também é endereço de vários espaços de cultura em um conjunto arquitetônico assinado por Oscar Niemeyer, a exemplo do MAM, do Museu Afro Brasil e da Bienal. A ciclovia que dá a volta no parque vai beirando o lago e entrega uma vista linda do skyline da cidade — mas é bom ficar atento a patinadores e outros frequentadores que compartilham o espaço.

Um resumo do percurso

O trajeto de 20 km é majoritariamente plano. A única subida longa, mas de inclinação leve, é a da Rua Treze de Maio — querendo evitá-la, comece o rolê na Avenida Paulista. O ideal é fazer essa rota aos domingos, quando o Minhocão e a Av. Paulista estão abertos para pedestres e ciclistas. Nos outros dias da semana, a Amaral Gurgel, embaixo do Minhocão, tem ciclovia, assim como a Av. Paulista, onde a via é compartilhada com outros modais, como skate e patins: ótima oportunidade de praticar a boa convivência!


O Básico pelo Brasil

A Hering subiu na bicicleta para colorir Recife, São Paulo e Rio de Janeiro e também apresentar a sua nova coleção de peças que têm tudo a ver com conforto e com o que se quer para deixar a vida mais básica e solar. Fique de olho para se inspirar a pedalar por aí e conhecer o Brasil com a gente!
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