A delícia de pedir demissão Uma ode à sensação libertadora de apertar a tecla F como se não houvesse amanhã.
É claro que a maioria das pessoas não pode se dar ao luxo de pedir demissão como se não houvesse (boletos) amanhã. A liberdade de pedir as contas é um privilégio e, aos mais vulneráveis, desistir não costuma ser uma opção — pelo menos do ponto de vista racional. Mesmo assim, tem vezes que a gente não se aguenta, mete o loco e vai.
Mandar um F-se e pedir as contas no ímpeto é como pular de um lugar bem alto: cair no chão vai ser doloroso, mas, enquanto os pés estão no ar, você se lembra de como é se sentir livre e leve.
pedir demissão em um impulso é arriscado e libertador em idênticas proporções.
Fonte: trecho de A arte transformadora de pedir demissão, da chef e escritora britânica Ruby Tandoh
O mesmo ímpeto pode servir pra pular fora de relacionamentos amorosos que não valem a pena, de amizades desgastadas, de uma religião que não faz mais sentido e de várias outras coisas que você já não aguenta mais, mas segue levando...