A delícia de pedir demissão Uma ode à sensação libertadora de apertar a tecla F como se não houvesse amanhã.

É claro que a maioria das pessoas não pode se dar ao luxo de pedir demissão como se não houvesse (boletos) amanhã.  A liberdade de pedir as contas é um privilégio e, aos mais vulneráveis, desistir não costuma ser uma opção — pelo menos do ponto de vista racional. Mesmo assim, tem vezes que a gente não se aguenta, mete o loco e vai.

Mandar um F-se e pedir as contas no ímpeto é como pular de um lugar bem alto: cair no chão vai ser doloroso, mas, enquanto os pés estão no ar, você se lembra de como é se sentir livre e leve.

VOA, VOA!

pedir demissão em um impulso é arriscado e libertador em idênticas proporções.

Quando tão pouco está sob seu controle, especialmente pra quem não tem a proteção de contratos — a exemplo de freelancers e motoristas ou entregadores de aplicativos — se demitir é o último momento em que você pode fortalecer seu senso de si mesmo como uma pessoa real, viva e sonhadora. ___

Fonte: trecho de A arte transformadora de pedir demissão, da chef e escritora britânica Ruby Tandoh

Nos últimos anos, o impacto do trabalho na saúde mental foi um dos principais motivos pra pedir demissão.

O mesmo ímpeto pode servir pra pular fora de relacionamentos amorosos que não valem a pena, de amizades desgastadas, de uma religião que não faz mais sentido e de várias outras coisas que você já não aguenta mais, mas segue levando...

BASTA!