Se você viveu os anos 1980-1990 deve se lembrar: tinha esteira de palha, viseira transparente, balde em forma de peixe — e férias escolares infinitas. Por essas e outras, quem não tem nostalgia?

acessórios de praia de outros verões

fotos: arquivo pessoal / magda cotrofe

O que faz você voltar ao verão da sua infância? Um episódio de Armação Ilimitada? Uma música da Blitz? A sensação de estar no porta-malas de uma Brasília com outras oito crianças — e papai fumando ao volante? Provavelmente um pouco de tudo isso e mais a imagem de alguns acessórios que não podiam faltar num dia de praia.

Era preciso ser forte pra carregar até a praia o guarda-sol com cabo de madeira pesando uma tonelada. Com cobertura de pano ou lona — e franjas nos modelos mais sofisticados —, sempre dava uma mofada entre um verão e outro. Funcionava como uma bandeira familiar: passava de geração em geração e era o jeito de encontrar a galera na muvuca.

guarda-sol de pano

Essa posição também ativa o sistema nervoso parassimpático, que tem a função de fazer o organismo retornar ao estado de calma depois de uma situação estressante, reduzindo a frequência cardíaca, a pressão arterial e a adrenalina.

esteira de palha

Está assistindo a série Fim? Então vai logo sacar qual era a cadeira que dominava as praias nas últimas décadas do século passado. Mais alta do que as clássicas de hoje, deixava uma postura bem mais ereta e marcas quadriculadas das tiras nas costas e na bunda de quem ficava sentado por mais de 15 minutos.

cadeira retrô

foto: peligo chairs

lookinho vintage

Além do biquíni fluorescente, do asa-delta e do fio dental, não podia faltar viseira transparente, brinco de raio, pulseira de mola, óculos de persiana e piranha ou fru-fru no cabelo.

fotos: arquivo pessoal / magda cotrofe

O bodyboard, que chamávamos de Morey-Boogie, era o esporte da vez. Só que custava caro. O mais comum era esfolar a barriga na prancha de isopor ou testar a resistência do cóccix surfando na areia de sonrisal — versão raiz do skimboard. Em terra firme, o futevôlei e o frescobol estavam em alta, mas ainda havia quem jogasse peteca. Já a criançada, vibrava com o baldinho em forma de peixe com rodinhas.

Objetivo: torrar. E pra isso valia tudo, de óleo de urucum no saquinho a refrigerante de cola. Na melhor das hipóteses, rolava pomada pra assadura de bebê no nariz, ou creminhos coloridos sem FPS que ornavam com o biquíni. Pra desembaraçar o cabelo, o condicionador cor-de-rosa era um clássico.

na bolsa

Chinelo da Kenner Havaianas com a sola virada Rider Chinelo Samoa Papetes

nos pés