Em tempos de crise global de saúde mental, o assunto vem ganhando relevância nas universidades.
Em tempos de crise global de saúde mental, o assunto vem ganhando relevância nas universidades.
Universidade de Brasília, Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Federal do Ceará e Universidade de Campinas são algumas instituições brasileiras que incluíram a felicidade em seus currículos, como parte dos estudos de psicologia.
Cada universidade tem uma abordagem própria pra esse curso. Mas com algo em comum: a ideia passa longe de romantizar a felicidade e se centra em apresentar e debater mecanismos pra obtê-la coletivamente, a partir de análises históricas, sociais, culturais e filosóficas. Algumas também se valem dos preceitos da psicologia positiva.
A inclusão da matéria vem de encontro a uma necessidade de cuidar do bem-estar em tempos de crise global de saúde mental. E faz todo sentido no Brasil, o país mais ansioso do mundo e o quinto mais depressivo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Grandes universidades no exterior já contam com disciplinas do gênero há vários anos. Na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, por exemplo, um curso explora as diversas definições de felicidade e sua relação com influências genéticas, sociais e econômicas.
Em Stanford, também nos EUA, os alunos examinam as pesquisas científicas mais recentes pra aprofundar sua compreensão sobre como ter uma vida feliz e com propósito.
Seis vezes no topo do ranking de felicidade World Happiness Report, a Finlândia desenvolveu um curso pra ensinar pessoas de outros países a chegar lá. O Masterclass of Happiness tem uma versão on-line em cinco etapas, disponível no site da Visit Finland.