Quem é você quando ninguém está olhando? Aqui, a gente discute como encontrar e construir autenticidade entre tantos filtros e algoritmos.
ilustrações: eduardo gayotto
Suas músicas, suas roupas, suas viagens, sua comida: o que você consome porque realmente curte e o quanto vem da influência dos algoritmos que definem o que será exibido em sites e apps?
Michael Serazio, professor de comunicação do Boston College, nos EUA, e autor de The Authenticity Industries: Keeping it “Real” in Media, Culture, and Politics
- Ir contra as expectativas dos seus pais e seguir uma carreira que eles talvez não aprovem. - Bancar uma escolha estética fora do que é tido como “padrão”. - Se sentir à vontade sem a sensação de que precisa atuar pra se encaixar. - Sustentar opiniões divergentes das pessoas com as quais convive. - Falar abertamente sobre suas dificuldades e fraquezas.
Pessoas com níveis mais elevados de autenticidade apresentam maior autoestima e satisfação com a vida. (1) Quem posta nas redes sociais de uma forma que considera mais autêntica tende a relatar maiores níveis de satisfação com a vida. (2)
Fontes: The role of authenticity in healthy psychological functioning and subjective well-being (1); Authentic self-expression on social media is associated with greater subjective well-being (2)
O que você entende por autenticidade pode mudar com o tempo, conforme seus valores se transformam. E tudo bem. Também é importante lembrar que não é possível, nem necessário, ser 100% autêntico em todos os contextos.