Nosso jeito dramático, colorido, diverso e expansivo de ser não cabe no minimalismo.
Pra que enquadrar a alma latina — explosiva, diversa e colorida — nesse minimalismo todo? Aqui, a gente faz uma ode ao maximalismo latino.
Será que a estética clean girl não envolve “limpar”, literalmente, a nossa identidade pra caber em um padrão eurocêntrico, tanto em termos de moda como de beleza? Basta scrollar pela #cleangirl pra sacar que a maioria das protagonistas são brancas.
Pra que usar gel e coque no cabelo se você pode sair por aí com a sua juba volumosa e/ou cacheada?
Cara lavada ou maquiagem levinha. Tipo: “acordei assim”. Mas que procedimentos caros e pouco acessíveis estão por trás de toda essa beleza “real”?
Pra que usar gel e coque no cabelo se você pode sair por aí com a sua juba volumosa e/ou cacheada?
Assim como o arenque no café da manhã, o minimalismo da Noruega pode não cair bem pra quem foi criado na base do mamão e tapioca.
Na moda, a #cleangirl materializa uma obsessão silenciosa com a tal da elegância — como se isso significasse, acima de tudo, ser discreta, arrumada e polida. Mas quem disse que ser sofisticada é sinônimo de se apagar no nude? Que ser feminina é ser contida?
Pra que usar gel e coque no cabelo se você pode sair por aí com a sua juba volumosa e/ou cacheada?
Assim como o arenque no café da manhã, o minimalismo da Noruega pode não cair bem pra quem foi criado na base do mamão e tapioca.
Latina demais pra… · não colorir. · se apagar. · fechar com o bege. · ser discretinha. · não ousar. · importar trend que não serve. · abandonar a estampa.