A capacidade de sentir deslumbramento pelo mundo  ao nosso redor é o que alimenta o tesão pela vida.

se maravilhar é preciso

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Aquele momento em que a gente suspira e deixa escapar... uau! A emoção de se deparar com algo belo, surpreendente, inexplicável. Maravilhar-se com o mundo — e seus pequenos e grandes mistérios — é um aspecto fundamental da nossa humanidade. Também é o que alimenta o tesão pela vida e, de certa forma, dá um pouco de sentido ao que nos rodeia.

A importância do assombro, ou do deslumbramento, é o tema de Wonderstruck: How Wonder and Awe Shape the Way we Think, lançado este ano pela filósofa belga Helen de Cruz. Ao longo do livro, a autora explica como essas emoções alimentam e enriquecem nossas vidas, individual e coletivamente.

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A admiração  é uma surpresa repentina  da alma.

René Descartes, filósofo, físico e matemático francês que inspirou o livro de Helen de Cruz

A filósofa descreve essa mistura de assombro e deslumbre como o pacote de emoções que sentimos quando nos damos conta da imensidão e vislumbramos o desconhecido, além dos limites da nossa compreensão.

Como  assim?

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Esse contato com algo que nos maravilha e que ao mesmo tempo foge  ao nosso entendimento nos estimula a manter a mente aberta, a criar e a desenvolver novas ideias. Ou seja, é graças ao deslumbramento que sentimos pelo mundo que tratamos de entendê-lo. Essa “magia”, portanto, também é combustível para as  ciências e o conhecimento.

A nossa mentalidade é esta: tudo precisa ser útil, até os seus hobbies, é preciso maximizar o produto. E isso mata a admiração. Este é o antídoto contra o deslumbramento.

Helen de Cruz, filósofa, em entrevista à BBC News Mundo

Observar fenômenos da natureza. Consumir ficção. Olhar pro céu. Ler livros que estimulam a reflexão. Parar pra observar o que está ao seu redor. Apreciar arte.

Como se maravilhar

Sem um pouco de magia nas nossas vidas, sem um lugar pro inesperado e o maravilhoso, a vida é aborrecida e monótona.

Helen de Cruz, filósofa