Lifestyle

Uma semana acordando com o sol e praticando yoga e SUP no Rio

Por Bruno Dieguez -

Cinco dias pra lá de úteis: segunda, terça, quarta, quinta e sexta. É verão no #errejota e não se deve desperdiçar o sol que irradia de vigor esta cidade. Vale em qualquer lugar ao ar livre, mas ganha especial dimensão na praia e, de preferência, na alvorada. De 28 de janeiro a 1º de fevereiro me desafiei a uma programação mais intensa de lifestyle saudável: amanhecer a semana inteira junto ao mar de Copacabana.

Já há alguns anos venho praticando regularmente diferentes modalidades de yoga em espaços como o saudoso Nirvana (Gávea), a sustentável Academia Puri (Jardim Botânico) e o múltiplo estúdio Gunas (Leme). Hatha, vinyasa, power, chakra, restaurativa... e até a mais fora da caixinha acroyoga. Essa mistura da tradição milenar indiana com posturas acrobáticas vem ganhando cada vez mais adeptos mundo afora. Invenção californiana, como quase toda inovação em atividades físicas, claro. Conheci a modalidade há 3 anos com a professora Dani Vianna (hoje vivendo na Austrália), passei a fazer aulas regulares com o Guga Barros e através dele conheci a venezuelana radicada no Rio Dani Pimentel. Ela começou como assistente nas aulas do estúdio do Guga e assumiu suas aulas esporádicas ao nascer do sol.

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Fui justo ali na praia, bem na divisa entre Copacabana e o Leme, que surgiu a inspiração para esta semana fit-garoto-carioca-verão2019. Há uns 10 dias retomei a acroyoga depois de quase três meses afastado por uma lesão na coxa esquerda. Mesmo ainda na fisioterapia, fui voltando às atividades físicas aos poucos: já estava pegando leve nas aulas “normais” de yoga e até aturando a chata porém necessária musculação. Mas foi com a aula da Dani na areia, aquela brisa matinal, o espreguiçar do sol e o barulhinho do mar ao fundo que eu me reconectei por inteiro.

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É indescritível a sensação de começar o dia com o corpo cheio de energia e o sopro leve do verão na alma. Eu precisava viver mais experiências como aquela. A intrépida Dani se multiplica em aulas de diversas modalidades e localidades Rio afora, mas tinha uma recomendação certeira para mim: SUP yoga no Posto 6, junto ao Forte de Copacabana. Me alongar e equilibrar nas posturas já conhecidas sobre uma prancha de stand-up flutuando no mar era um desafio, no mínimo, instigante.

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Já havia provado esse esporte duas vezes em viagens ao resort Nizuc, no México. Mas nunca na cidade onde eu moro e isso pode virar de fato um hábito. Fui fazer a aula que rola toda semana de verão com o pessoal do Universo Paddle. E taí o único mal das coisas incríveis: quando você experimenta e gosta, vicia. Me apaixonei pelo que consegui fazer, pelas dificuldades que posso superar e pela mágica postura de relaxamento final sobre a prancha. Melhor shavásana da vida.

Daí para o planejamento desta última semana foi um pulo, ou uma remada. Segunda, quarta e sexta cheguei às 6h da manhã no Posto 6 para praticar SUP. Um dia com uma amiga de São Paulo, no outro com meu melhor amigo e no último com minha comadre e meus dois afilhados. Sem percurso definido, apenas a liberdade de explorar o movimento sobre o mar calmo daquele canto da praia mais famosa do Brasil. A cereja do bolo? O instrutor nos convidou a remar um pouco mais longe e chegamos a um ponto de onde se via o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor, o Arpoador, o Dois Irmãos e a Pedra da Gávea, tudo em um mesmo panorama. Inesquecível.

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E a yoga? Equilibrou a rotina: terça me inverti na acroyoga a partir das 6h e quinta no SUP yoga a partir das 7h, sempre com a tutoria da Dani, a venezuelana mais carioca do pedaço. Estar em movimento nesta cidade que tem tantos problemas é um privilégio. Não dá para ignorar o caos que o Rio vive em vários aspectos. Mas até para encararmos esta realidade e fazermos algo de bom pelo #errejota, precisamos estar em dia com nós mesmos. Não consigo mensurar o quanto essa semana me fez bem. Que ecos dela se reproduzam ao longo do ano e 2019 me veja mais vezes madrugar na praia. Acordar tão cedo não é fácil, mas vencer a preguiça é uma escolha viável.

Em tempo: eu não estou de férias. É possível se dar este presente de ser carioca. Pelo menos nos hábitos.