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O primeiro livro de Letícia Novaes é uma experiência que merece ser vivida

Por Mariana Caldas -

“Zaralha: abri minha pasta” é a mais nova criação de Letícia Novaes, a maravilhosa cantora e compositora do Letuce, sua banda com Lucas Vasconcellos, que acaba de lançar o terceiro disco, “Estilhaça”. Inclusive, o show de estreia é hoje, daqui a pouco, no palco místico do Circo Voador, com participação de Céu, Lucas Santtana e Mohandas.

Letícia 2 Fernanda Tomaz

Letícia é uma das minhas pessoas preferidas no mundo. E acho que sempre vai ser. Porque ela é um ser de luz dos mais lúcidos&lúdicos que eu já tive o prazer de conhecer. E entrevistar. A primeira eu nunca vou esquecer. Era 2010 e parecia que um mundo inteiro tinha nascido dentro de mim.“Plano de Fuga Pra Cima dos Outros e de Mim”, o primeiro disco do Letuce, vai ser para sempre a trilha sonora de um momento muito lindo da minha vida.

E era incrível porque ouvir ele me possibilitava ter um momento muito meu, apesar dele ser inteiro Letícia, em cada escolha. E ter tido a possibilidade de encontrá-la no auge dessa expansão que a sua arte estava me proporcionando foi tanto que nem sei. Nunca vou esquecer aquela tarde no café do Itaú Cultural.

Letícia Angela Odoardi

Assim como nunca vou esquecer o seu primeiro livro. “Zaralha: abri minha pasta” foi lançado pela editora Guarda-Chuva e é, antes de qualquer coisa, uma experiência que merece ser vivida. Em todos os seus cantinhos. Letícia é uma pessoa que te ensina palavras, traz luz pro incômodo do jeito mais desmistificador possível e faz carinho com seus caminhos sempre tão certeiros. Não sei já conheço uma palavra a sua altura, mas autenticidade é uma que eu gosto muito.

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“Zaralha é, mais que tudo, um livro de poesia. É assim que deve ser catalogado: uma porção de vida cercado de poesia para todos os lados. Uma ilha de afetos, inventário de momentos e movimentos tão vivos que você vai achar que os viveu”, cristaliza Bruna Beber na sua orelha.

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“Receba este livro, saiba abraçá-lo e depois passe, carinhosamente, de mão em mão, como um anel. Aqui tem a mistura e o resultado dos fortuitos elementos de um contexto único, claro, mas raro, do traço, da fala, do canto, do sentir, do pensar, do agir, do querer e da coragem de Letícia. Destino dela, sorte sua”.

Verdade, em cada ponto e vírgula. Eu li “Zaralha” de uma vez, depois mais uma vez, mas o melhor é essa felicidade clandestina que eu sinto de saber que ele existe.

Como diz Letícia, “Imprevistos, sempre”. Mas “Zaralha” permanece, perene. Para encomendar o seu neste mesmo segundo, é só dar uma passadinha aqui no site da Guarda-Chuva.