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14 motivos para você ir ao MECAInhotim, em Brumadinho (MG)

Por Ricardo Moreno -

Um dos festivais mais aguardados do ano, o MECAInhotim volta a ocupar os gramados do maior museu a céu aberto do mundo no último fim de semana deste mês, de sexta (29/6) a domingo (1º/7). Ainda há passaportes para os três dias (R$ 270 + doação de um livro) e tíquetes individuais (R$ 90, sexta e domingo; e R$ 180, sábado + doação de um livro). Eles podem ser comprados aqui. As pousadas e hotéis na região de Brumadinho, Contagem e Betim estão lotando rápido, mas dá tempo de conseguir um espaço. E para te ajudar no exercício de convencimento de voar (ou dirigir) até lá, elencamos 14 motivos que fazem desta quarta edição do MECAInhotim um evento imperdível.

Foto: Daryan Dornelles

01

Assistir ao novo show da Elza Soares, na noite de sábado, cujo excelente disco Deus é Mulher foi lançado há um mês. Aos 87 anos, a cantora carioca segue sendo uma das vozes mais potentes – e conscientes – da MPB. Fique atento à “Deus Há de Ser”, faixa que encerra o disco e foi composta por Pedro Luis.


Foto: Divulgação

02

Ter a oportunidade de visitar – ou revisitar – o maior museu a céu aberto do mundo em horários alternativos, quando normalmente está fechado para o público. Acredite: se deparar com obras como a Magic Square # 5, de Hélio Oiticica, depois de o sol se pôr, consiste numa experiência totalmente diferente. E é ali, no seu entorno, que rolam os principais shows do MECAInhotim.


Foto: Divulgação

03

Emendar a sexta-feira para assistir ao show de Baco Exu do Blues, um dos nomes mais afiados e festejados do novo rap nacional, que rola por volta da 1h da madruga. No mesmo dia, a partir das 17h30, também há apresentações de A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, JP (19h20), Iconili (21h10) e Alice Caymmi (23h).


Foto: Divulgação

04

Aproveitar as festas que rolam depois dos shows, nas noites/madrugadas de sexta, sábado e domingo. Estão escalados para comandar os pick-ups alguns dos nomes mais animados da cena brasileira e gringa, a exemplo de Mooc, Croma, DOMply, Mareh, Venga Venga!, Joakim, Omoloko, Carlim e Valesuchi, entre outros.


Foto: Divulgação

05

Ter a oportunidade de presenciar, na noite de sábado, o reencontro dos músicos da banda pernambucana Cordel do Fogo Encantado, que encerrou suas atividades oito anos atrás. O retorno, marcado para às 23h30, é pautado pelo novo disco do grupo, “Viagem ao Coração do Sol”, que foi lançado em março.


Foto: Divulgação

06

Também no sábado, ver as composições poéticas e arranjos delicados do fluminense Rubel (17h30), que lançou neste ano o seu segundo disco, “Casas”; e a força feminina insuperável de Letícia Novaes, a Letrux (19h30), autora de faixas vigorosas como “Que Estrago” e outras mais malemolentes, a exemplo de “Puro Disfarce”. (Leia aqui a entrevista que fizemos com ela.)


Foto: Divulgação

07

Entender porque Pabllo Vittar é o nome mais respeitado do pop atual, na noite de encerramento, no domingo, às 23h. Pabllo acabou de gravar seu segundo álbum, em Los Angeles, e não descarta a possibilidade de apresentar temas inéditos.


Foto: Divulgação

08

Também no domingo, a partir das 17h30, ver apresentações da banda gaúcha Gelpi, dos roqueiros paulistanos da Jules (19h20), e do cantor e produtor soteropolitano Kafé (21h).


Foto: Reprodução

09

Ser o primeiro a assistir à cinebiografia do Planet Hemp, “Legalize Já”, de Johnny Araújo e Gustavo Bonafé, que antes mesmo de chegar aos cinemas (a estréia oficial está programada para outubro), já está dando o que falar.


Foto: Divulgação

10

Ver, também, os outros filmes presentes na mostra de cinema do festival intitulada “Profissão: Artista”, que tem curadoria de Antonio Grassi, diretor-executivo do Inhotim. Estão programadas a exibição de quatro longas e cinco curtas. Entre eles, o documentário “Divinas Divas” (2016), de Leandra Leal, que conta a história de algumas das primeiras artistas travestis do Brasil, no anos 1960; e de “Todos os Paulos do Mundo”, uma homenagem aos 60 anos de carreira do prolífico ator Paulo José.


Foto: Divulgação

11

Os curtas-metragens foram produzidos pelo Instituto Inhotim e mostram o making of da construção das galerias dos artistas Doris Salcedo, Adriana Varejão, Tunga, Matthew Barney e Doug Aitken.


Foto: Divulgação

12

Participar dos bate-papos que acompanham a exibição dos filmes. Entre os convidados estão Débora Falabella, Marcelo D2, Amir Haddad, Johnny Araújo e Renato Góes.


Foto: Helena Yoshioka/I Hate Flash

13

Participar das oficinas, todas gratuitas, que acontecem durante todos os dias do festival.


Milena Badu, Dill Diaz, Domitilda de Paulo e Carolina Martins no MECAInhotim 2017 | Foto: Helena Yoshioka/I Hate Flash

14

Descobrir, no decorrer de 72 horas, por que o MECA se tornou a mais incrível e inspiradora plataforma cultural do Brasil. Ela consegue reunir uma turma heterogênea de jovens e não-tão-jovens que adiantam tendências não só na moda mas também no consumo e nas atitudes. Ou seja, você sairá de lá inspirado e alinhado com o que de mais moderno e sustentável está acontecendo no mundo.

MECAInhotim 2017 | Foto: Helena Yoshioka/I Hate Flash

Foto de abertura: Jorge Ben Jor no MECAInhotim 2017 | Helena Yoshioka/I Hate Flash