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Solar e diverso, Festival MADA reforça potência musical do Nordeste

Por
Júlia Flores

Com shows de BaianaSystem, Luísa e os Alquimistas, Marina Sena, Gloria Groove, Emicida e outros, Festival MADA reuniu mais de 25 mil pessoas na Arena das Dunas, em Natal.

No último final de semana (23 e 24 de setembro), Natal, no Rio Grande do Norte, foi palco da 24º edição do Festival MADA (Música Alimento da Alma). Ao todo, mais de 25 mil pessoas passaram pela Arena das Dunas nos dois dias de evento, que contou com shows de artistas como Gloria Groove, BaianaSystem, Linn da Quebrada, Djonga, Emicida e Marina Sena.

Emicida no Festival MADA
O rapper Emicida apresentou o show “Amarelo” l Créditos: Analice Diniz
Djonga no Festival MADA
Djonga foi o headliner da primeira noite do MADA l Créditos: Analice Diniz

Talentos locais também tiveram destaque, como Potyguara Bardô e a conterrânea Luísa Nascimento, que apresentou, pela primeira vez, o show de seu novo disco Elixir.

Sem medo de ousar, o Festival MADA apresentou um line-up que mesclava rap com piseiro e o resultado foi bem recebido pelo público – reforçando a ideia de que, se existisse receita pra felicidade, ela certamente envolveria música brasileira, o mar a poucos metros de distância e as altas temperaturas do Nordeste.

Batemos um papo com alguns dos responsáveis pelo sucesso do MADA:

A autenticidade de Luísa, a pop star potiguara

A cantora potiguara Luísa e os Alquimistas
Luísa e os Alquimistas l Créditos: Rogério Vital
A cantora potiguara Luísa e os Alquimistas
Luísa e os Alquimistas l Créditos: Rogério Vital

Headliner da segunda noite do festival, a cantora Luísa Nascimento subiu aos palcos do MADA para um show com “sabor de novidade”. Um dia depois do lançamento de seu novo disco, a potiguara de 32 anos decidiu estrear em casa o show de seu mais recente CD, Elixir.

Seguindo uma fórmula musical semelhante a dos outros trabalhos — Jaguatirica Print é o álbum mais famosa de sua banda Luísa e os Alquimistas, responsável por projetar o nome da potiguara ao cenário nacional em 2019 — , “Elixir” mistura pop com ritmos regionais (como o piseiro e o forró eletrônico.)

“Minhas músicas são quentes”, afirma Luísa, que não gosta de estereótipos. “Tento fazer um trabalho que não se prende ao regionalismo, mas que, sim, o exalta. Quero mostrar que o Nordeste não é só o que as pessoas pensam que é: cangaço e agro. Da mesma forma que a gente faz piseiro, a gente também faz rap, rock, reggae”.

O que Luísa se propõe fazer é um trabalho “atemporal e atual”, exaltando as próprias origens com “músicas que dão vontade de tirar a roupa”. “Sou uma pessoa que odeia frio e que se sente em casa quanto está perto do oceano. Sou daqui de Natal, cresci colada ao mar, tento explorar esse lado solar em tudo o que produzo”, diz a cantora.

ÀdeusdarÁ à beira-mar

A cantora Josyara
Josyara nos palcos do MADA l Créditos: Analice Diniz

Outra cantora que levou o mood solar aos palcos do MADA foi a baiana Josyara. Apresentando seu novo disco ÀdeusdarÁ, a artista foi uma das atrações da primeira noite do evento.

“O calor de Natal, o clima da cidade… tudo isso é único e fazer um show aqui me lembra a importância de festejar a vida”, diz. Ela, que cresceu na cidade de Juazeiro, define-se como “uma ribeirinha que hoje é apaixonada pelo mar”.

“Minha relação com o horizonte, com a água salgada e com o sol fazem parte da minha composição artística. Eu cultuo — e acredito — essa força que é a natureza, por isso, ao meu ver, é inevitável não se sentir atravessada pelo verão”, afirma a artista.

#CorrenteDoBem no Festival MADA

Também conversamos com as cantoras Letrux e Marina Sena para saber suas apostas para o próximo verão. Letrux recomendou a Banda Gente e o duo Troá; já Marina sugeriu a baiana Rachel Reis como a próxima aposta tropical.

Fotos do abre: Analice Diniz

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