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Timing Perfeito: os melhores horários para você aproveitar Recife ao máximo

Por - 14/08/2017

Nem só de Carnaval vive Recife. A capital pernambucana que nunca perde suas cores nem a energia do frevo e do maracatu tem uma cena cultural, gastronômica e intelectual irresistível. É fácil ver o dia passar tomando caldinho de feijão na praia de Boa Viagem, garimpando artesanato em um de seus tradicionais mercados ou atravessar a noite nas ruas de prédios antigos que ficam tomadas por mesas de bares e restaurantes. Para não perder a viagem e conhecer todo o charme recifense em pouco tempo, encontramos o melhor horário para descobrir alguns dos lugares mais legais da cidade. Só não se esqueça de comprar pelo caminho um exemplar do bolo de rolo, o típico quitute pernambucano feito com farinha de trigo, açúcar e goiabada e vendido pelos quatro cantos da cidade.

Fotos: Nani Rodrigues


Nas primeiras horas da manhã, os bares do mercado servem a saideira para os boêmios que passam no bairro da Madalena para a última cerveja. Quando eles vão para casa, a Bodega do Seu Artur abre as portas para servir um tradicional – e ultracalórico – desjejum pernambucano. A carne de sol que o Artur deixa curando por três dias ganha a companhia de inhame, macaxeira, cuscuz e sua famosa fava frita. Tudo feito na hora, como aprendeu com a mãe que cresceu vendo cozinhar. Ele serve suas receitas por lá há 15 anos, mas o Mercado da Madalena existe desde 1925 – e o passeio por suas ruelas enfeitadas com bandeirinhas é perfeito para começar o dia.
R. Real da Torre, 270, Madalena


O bairro da Várzea, distante em vinte quilômetros do centro da cidade, é conhecido por ser o refúgio da família Brennand. Os primos Francisco e Ricardo transformaram suas propriedades em uma oficina e um museu, que funcionam em horários quase alternados. Para aproveitar a viagem e conhecer os dois lugares de uma vez só, comece pela Oficina Brennand (acima) no final da manhã. Francisco, reconhecido como um dos maiores escultores brasileiros, transformou a fábrica de telhas da família em seu ateliê na década de 70 e hoje expõe seus principais trabalhos. De lá, siga para o Instituto Ricardo Brennand (abaixo), que abre as portas às 13 horas e guarda a coleção de armas, esculturas e obras de arte do empresário.
Instituto Ricardo Brennand. Al. Antônio Brennand, s/nº, Várzea
Oficina Brennand. R. Diogo de Vasconcellos, s/nº, Várzea

Ao entrar no museu inaugurado há três anos, o visitante é recebido pelos principais personagens da história da dança e do ritmo pernambucano. Seus nomes estão estampados nas paredes vermelhas onde pequenas televisões transmitem depoimentos de personalidades da música nordestina. Às sextas, ao meio-dia, um palco é montado ao lado do café para receber bandas que cantam um pouco desta história. Depois do show, é hora de visitar o museu e descobrir como começaram as festas de frevo, conhecer as bandeiras das principais agremiações e ver fotografias dos dançarinos empunhando guarda-chuvas coloridos desde o começo do século passado.
Praça do Arsenal da Marinha, s/nº, Recife Antigo
pacodofrevo.org.br

Não adianta perguntar a alguém onde ensaiam os grupos de maracatu no Recife Antigo. “Siga o som” é a resposta que você vai ouvir – e o conselho, de fato, costuma funcionar. Aos domingos, músicos levam seus instrumentos e batucam nas ruas do entorno do Marco Zero a partir das 15 horas. Basta uma caminhada para cruzar com alguns deles e sair de lá com a certeza de que não vai morrer sem experimentar um Carnaval no Recife. No último domingo do mês, a Prefeitura promove o Recife Antigo de Coração. As vias são fechadas para os carros e grupos musicais de diferentes ritmos pernambucanos se apresentam em um palco montado no Marco Zero.


Menos de dez quilômetros separam o centro da cidade de Recife de sua vizinha Olinda. É melhor esperar o sol baixar para caminhar pelas íngremes ladeiras de pedra rodeadas por casarões, igrejas, galerias de artes e lojas de artesanato. O destino final é o Alto da Sé, uma das vistas mais famosas da cidade. No fim da tarde, dezenas de barracas de tapioca, acarajé e outros quitutes nordestinos são montadas na frente da Igreja da Sé. Para assistir o sol se pôr ainda mais do alto, é possível pegar um elevador panorâmico e subir oito andares até um terraço com um panorama impressionante da cidade ao entardecer.


Lojas de roupas e acessórios dividem espaço com bares, restaurantes e até um estúdio de tatuagem na galeria que funciona há mais de 25 anos do bairro do Pina. Apesar de abrir durante o dia todo, o espaço tem vocação noturna. Lá, quase nada encerra o expediente no horário comercial. Nas noites de sexta, o Empório Nova Raiz monta uma roda de samba no meio do corredor (na foto acima, José Demostenes e convidados). No sábado, é a vez de um grupo de jazz se apresentar no mesmo bar. A festa também é garantida na Terça do Vinil, que lota o estacionamento com samba, guitarrada, frevo, forró e carimbó todas as semanas. Se quiser aproveitar o que a galeria tem de melhor, chegue tarde.
Av. Herculano Bandeira, 513, Pina
facebook.com/galeriajdarc

Quase todas as construções da rua Mamede Simões estavam abandonadas quando o jornalista Andre Rosemberg decidiu abrir as portas de um bar. Treze anos depois, ela fica tomada de gente nos finais de semana mais badalados. Os bares que se instalaram na vizinhança para aproveitar o movimento espalham dezenas de mesas pela calçada, mas conseguir um lugar no disputado e pioneiro Central não é tarefa fácil. Às 21 horas, quando quem chegou para a happy hour já está pedindo a conta, é hora de arrematar uma cadeira do lado de fora e pedir um dos petiscos ou pratos que André criou depois de suas viagens pelo mundo. A cerveja gelada acompanha.
R. Mamede Simões, 144, Santo Amaro
facebook.com/barcentralrecife

Com a GOL e o The Summer Hunter, você está sempre no Timing Perfeito. Fique por dentro de dicas dos melhores horários e não perca tempo na hora de aproveitar os melhores destinos do Brasil e da América do Sul.

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