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13 razões que fazem de Botafogo o bairro onde todos querem estar no RJ

Por Laura Cesar -

Já faz alguns anos que Botafogo, no Rio de Janeiro, vive ondas de inovação. Mas sempre de maneira pontual, isolada, a exemplo do surgimento de bares como o Comuna, em 2012, do hotel Yoo2, em 2016, ou mesmo do lendário Bukowski, que há mais de duas décadas foca sua programação no rock'n'roll. A gente mesmo já dedicou alguns posts sobre o bairro carioca aqui e aqui. Mas o que temos visto nos últimos meses é um surgimento massivo de endereços alinhados com temas como sustentabilidade, veganismo e consumo consciente – boa parte deles localizada no entorno das ruas Arnaldo Quintela, Álvaro Ramos e Fernandes Guimarães. São negócios que não fariam feio em nenhuma outra capital cosmopolita do planeta. E com uma vantagem: a malemolência típica que só o Rio de Janeiro tem.

Acolheita

É um daqueles mercadinhos de bairro que todos deveriam ter acesso. Inspirado nos valores da slow food (comida boa, justa e de produtores locais), ele vai na contramão do funcionamento dos supermercados tradicionais. Lá você sabe o que come, de onde veio e quem faz, já que existe relação direta com os produtores parceiros e transparência total de informações. Além de oferecer comida de verdade, que é minimamente processada e possui ingredientes reais, a maioria dos alimentos são locais e da estação.
Rua São João Batista, 79
@somosacolheitar


BE+CO

Pra quem busca por sabores diversificados em um único lugar, o BE+CO talvez seja a parada certa no bairro. Na rua da Matriz, a charmosa vila de contêineres que abriu em outubro de 2018 abriga a cozinha de nomes como Roberta Sudbrack,; Katia Hannequim, referência em comida árabe no Rio; a confeitaria de Laila Caminha; e Tortin Bar e seus drinks refrescantes. Para trazer agito, o espaço colaborativo recebe periodicamente exposições, workshops, shows e feiras sempre divulgadas com antecedência nas redes sociais.
Rua da Matriz, 54
@beco.rio


Belchior Brechó

Esqueça o estereótipo de peças de qualidade duvidosa e ambientes pouco convidativos. Os brechós estão acompanhando a nova era e uma das provas é o Belchior, que aposta numa curadoria de peças extremamente criteriosa e contemporânea, trazendo peças de marcas nacionais, como Farm e Osklen, e outras garimpadas na gringa. Criado em 2013, o Belchior começou com eventos itinerantes, ganhou seu primeiro espaço na Fábrica da Bhering, expandiu com segunda loja em Ipanema, em 2016, e agora inicia um novo ciclo no Botafogo. A atmosfera industrial do local faz desconfiar que as peças são realmente de segunda mão.
Rua Fernandes Guimarães, 60
@belchiorbrecho


Canastra Rose

Fundado em 2015 por um trio de amigos franceses, o Canastra "original" segue lotando a calçada e a rua em frente a saída do metrô General Osório, em Ipanema. Aberto em outubro de 2018, o Canastra Rose é uma versão, digamos, mais madura. Amplo, ocupa um imóvel de dois andares, serve cortes de carnes saídos de uma churrasqueira bem equipada no terraço, mezzes para compartilhar e drinks e vinhos em taça a preços justíssimos. A decoração segue a mesma vibe charmosa-desencanada: paredes descascadas, muitas plantas e cadeiras, mesas e quadros pescados de brechós. Se não bastasse, os nomes por trás do Canastra também tocam o delicioso restaurante Le Pulê (R. Jangadeiros, 10, Ipanema) e preparam a inauguração do Canastra Mar, na R. Dias Ferreira, no Leblon.
Rua Álvaro Ramos, 154
@canastrarose


CoLAB

Um percurso de apenas 78 metros separa o South Ferro da CoLAB. Findo um jantar, por que não dar um pulo para uma saideira? Com um terraço na laje onde volta e meia também tocam bandas e mesa comunitária na parte da frente, o CoLAB serve de plataforma colaborativa para pequenos produtores e marcas cariocas. A cozinha serve brunch, sanduíches, saladas, pratos de inspiração indiana, cerveja e drinks. E é à noite, quando o agito ocupa toda a rua em frente ao imóvel, que a gente sugere você dar uma parada para tomar o último gole.
R. Fernandes Guimarães, 66
@colab.rj


Cru Natural Wine Bar

Depois do sucesso da Winehouse, também em Botafogo, a carioca Selene e o inglês Dominic Parry acabam de inaugurar o segundo negócio. A Cru chega ao bairro com expertise em vinhos de fermentação natural, orgânicos e biodinâmicos, novidades que estão começando a ser exploradas pelo mercado brasileiro. Aconchegante e informal, o espaço é perfeito para reunir amigos em torno do jardim de inverno para degustar alguns dos cem rótulos da casa.
Rua Arnaldo Quintela, 94
@cruanaturalwinebar


Sorvetes Hoba

Flores, frutas e oleaginosas: na Hoba tudo acaba em sorvete. Feito artesanalmente com ingredientes sazonais ou que teriam o lixo como destino, a sorveteria segue a linha farm to table e tem contato direto com os produtores locais para evitar o desperdício. Com uma pegada natureba, os sorvetes são adocicados com tâmaras ou pequenas doses de açúcar orgânico e são livres de leite, ovo, corante e conservante. Depois de quatro anos trabalhando com ponto de venda, a Hoba finalmente concretiza o sonho de ter casa própria em Botafogo. E fica a dica: quem leva o pote de casa para evitar o descarte de mais lixo, ganha cinco reais de desconto a cada 500 ml preenchidos.
Rua Fernandes Guimarães, 49
@sorveteshoba


Marchezinho

Uma garagem dividida em das duas entradas: a da esquerda, mais estreita, vende itens de produtores locais como os queijos da Fazenda Atalaia, os embutidos Pirineus, o café da Cafezal em Flores além de geleias e compotas. Do lado oposto, com um salão que se estende mais ao fundo – ainda que a gente prefira as mesas dispostas na calçada – há comida para o dia todo: de café coado e pão de queijo da Serra da Canastra para começar o dia a tartines, tapas e pratos que sempre mudam no almoço executivo mais vinhos em taça a partir do almoço até a madrugada.
Rua Voluntários da Pátria, 46
@marchezinho


Quartinho Bar

Um bar em formato de quartinho. Aberto no finzinho de 2018, o novo espaço na rua Arnaldo Quintela é assim: salão descolado repleto de quadros pendurados, banquetas, poltronas e sofás espalhados e muita brasileiragem – dos petiscos à música. No menu, tem gin tônica, coquetéis refrescantes e comidinhas que vão da tradicional coxinha de frango com catupiry e sanduíche de carne assada a croquete vegano. Quem está por trás da badalação é o Edu Mendes, do renomado Café 18 do Forte, e o artista Jonas Aisengart, que traz um pouco do seu trabalho nas paredes e esculturas do local.
Rua Arnaldo Quintela, 124
@quartinhobar


Santuário Botafogo

O santuário da estilista californiana Dylan Perrigo, inaugurado no ano passado, tem um quê hippie chic: bem clean, iluminado com luz natural e com um certo misticismo no ar. A loja vende um mix de itens que compõem o seu lifestyle, como objetos de decoração e rituais – incensos, tapetes, sabonetes, cerâmicas e banhos energéticos –, além de roupas e acessórios. Sem trabalhar com coleções, Dylan aposta em peças básicas que independem da estação do ano, todas sem estampas e com cores mais neutras.
Rua Arnaldo Quintela, 109 Loja A
@santuario_botafogo


The Slow Bakery

Aberta em meados de 2016, a padaria artesanal conquistou um público cativo em pouquíssimo tempo de vida e provou que é possível, sim, comer bons pães de fermentação natural aqui Rio. Tanto que abriram um segundo andar para receber os clientes, que descobriram que os pães também são ótimas opções no almoço, especialmente se acompanhados da famosa panelinha de ovos com aspargos, sem contar os bem tirados cafés. Recentemente abriram um segundo endereço na garagem do T.T. Burger, em Ipanema (R. Barão da Torre, 422), batizada de The Slowzinha.
Rua São João Batista, 93, Botafogo
@theslowbakery


South Ferro

Irmão mais novo da pizzaria Ferro e Farinha, o South Ferro abriu as portas no fim de 2016. O hype em torno do endereço se deve muito às receitas com toque coreano, algo ainda pouco comum na cidade, implementadas pelo nova-iorquino Sei Shiroma, chef e proprietário das duas casas. Experimente o churrasco k-jang ao molho gochujang (uma pasta de pimenta fermentada típica daquele país), servido com kimchi. Aos comensais de paladar mais tradicional, as pizzas em fatia também aparecem no menu. E são deliciosas.
R. Arnaldo Quintela, 23
@southferro


SRI Clothing

A SRI – acrônimo para simbólico, real, imaginário – surgiu do desejo de criar uma linguagem própria que materializasse o imaginário das diferentes culturas, criando uma identidade que fugisse do clichê. Criada pela diretora criativa Ana Cristina Agra, marca feita por mulheres para mulheres aposta em tendências ousadas e jovens, trabalhando com muita cor, estampa, paetê e neon. É uma das nossas marcas prediletas.
Rua Arnaldo Quintela, 31B
@sriclothing