E se fizéssemos uma pausa pra deixar aflorar nossa criança interior? Jogos e afins são uma forma divertida de tirar o pé do acelerador, mesmo sem crianças por perto.
Adultos brincam bem menos do que poderiam — e temos muito a perder com isso, já que o brincar exerce um papel importante no nosso cérebro, nos ajudando a desenvolver várias habilidades ao longo dos anos. Só que, em algum momento da história, as pessoas foram deixando esse recurso de lado nas fases avançadas da vida por convenções sociais e falta de tempo.
É coisa séria

Segundo o psiquiatra e pesquisador norte-americano Stuart Brown, brincar é essencial pra desenvolver nossas aptidões de sociabilidade, adaptabilidade, criatividade e capacidade de resolução de problemas.



Brincar é uma espécie de superpoder que exercita nosso olhar pra enxergar com leveza os contratempos da rotina.

“O adulto mantém a sua capacidade de se maravilhar com o ordinário, mas isso precisa ser exercitado. E não é necessário ser exatamente com brincadeiras de crianças. A vida real pode ser ‘brincante’, testando um prato novo, colocando música no dia a dia, jogando jogos de tabuleiro com outros adultos, dançando, fazendo caminhadas…”
Estéfi Machado, designer e escritora, em trecho do livro Respiro — 18 ideias pra desacelerar a sua vida, produzido pelo The Summer Hunter pra Havaianas
Pra vida toda

A brincadeira tem o poder de tirar o adulto da sua rotina e colocá-lo em ambientes e situações novas, ainda que imaginárias, o que pode despertar e ampliar a criatividade. Além disso, tirando o pé do acelerador, abre-se um espaço pra enxergar as coisas — e os seus problemas — de outras perspectivas.

Brincando aprendemos a organizar os pensamentos, a expressar o que sentimos e a dar vazão aos desejos.

Brincar faz um bem danado:
· Facilita o riso. E rir é bom demais.
· Pode ser um pretexto pra ficar ao ar livre — dominó no parque?
· É um lazer econômico e acessível.
· Ajuda a melhorar as conexões sociais — bora chamar os amigos?
· Incentiva bons hábitos, sobretudo quando envolve se movimentar.
· Melhora o humor.
· Propicia a criação de elos entre gerações.

O último salva o mundo

Segundo Estéfi Machado, brincar propicia a presença, a troca e, principalmente, a escuta, outro superpoder humano que foi dinamitado. Pessoas que se escutam se respeitam e se relacionam melhor. E isso, sim, pode salvar o mundo.
