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Roteiro pra você dar um rolê de bike por Recife

Por
Adriana Setti
Em parceria com

Montamos um roteiro pra você dar um rolê de bike por Recife e conhecer o que a capital pernambucana tem de melhor.

A Hering subiu na bicicleta para colorir capitais do Brasil e também apresentar a sua nova coleção de peças que têm tudo a ver com conforto e com o que se quer para deixar a vida mais básica e solar. Inspire-se, dê um rolê de bike por Recife e conheça o Brasil com a gente!

Abaixo, você verá um roteiro completo para ir de Boa Viagem até o Recife Antigo pela orla, além de dicas importantes para ciclistas urbanos e uma lista de serviços na cidade, com indicações de oficinas, lojas e passeios guiados, entre outros.

História, comida boa e a brisa do mar em Recife

Marco Zero de Recife
Marco Zero de Recife l Créditos: Wiki Commons

Um rolê de bike fácil pela melhor parte da orla, passando por marcos da história da cidade, com paradas estratégicas pra curtir a arte e o folclore pernambucano, comida boa e piscinas naturais onde esfriar a cabeça.

Majoritariamente plana, com muita coisa bacana pra ver em uma área compacta e clima de eterno verão, Recife é um convite a pedalar com vento no rosto e cheirinho de mar. Com 150 km de estrutura ciclável, entre ciclofaixas, ciclorrotas e ciclovias, a cidade ainda ganha ciclofaixas de turismo e lazer aos domingos e feriados nacionais, com três rotas saindo do Marco Zero, porta de entrada para o Recife Antigo, o coração da capital pernambucana.

O trajeto a seguir, que tem estações do Bike PE próximas dos pontos de partida e de chegada, começa com um rolê arquitetônico pela praia de Boa Viagem e passa por alguns dos principais marcos da história e da cultura da cidade, como o Parque das Esculturas de Francisco Brennand e o Cais do Sertão, com paradas pra comer, beber, curtir o melhor da arte pernambucana e, claro, dar um mergulho no mar.

A – Mas, antes do rolê, café

Perto da praia de Boa Viagem, funciona no térreo do edifício Califórnia, projetado pelo arquiteto Acácio Gil Borsoi nos anos 1950. Tem cafés caprichados e comidinhas reforçadas que vão servir de combustível para a pedalada, como o “ovo no purgatório”, cozido no molho de tomate, com linguiça. Faz boas tapiocas e tem opções veganas.

B – Edifício Oceania

Edifício Oceania
Edifício Oceania l Créditos Wiki Commons

Alçado à fama pelo filme Aquarius, dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado pela atriz Sônia Braga, esse charmoso prédio à beira-mar é um dos últimos representantes de uma geração de edifícios que foram demolidos para dar lugar aos arranha-céus da orla. Construído em 1958, é um ícone das construções residenciais horizontalizadas da época.

C – Praia de Brasília Teimosa

O bairro carrega no nome seu histórico de resistência, em alusão aos moradores que ocuparam a região nos anos 1940 e lutaram contra a desocupação por parte do poder público. Hoje em dia, a região é um polo gastronômico, com bares de frutos do mar, a exemplo do Bar do Cabo. Deu calor? Se jogue nas piscinas naturais do Buraco da Véia na maré baixa ou, na alta, tome um “banho de choque” das ondas batendo no quebra-mar.

D – Arte ao ar livre

Parque Franscisco Brennand
Parque Franscisco Brennand l Créditos: Wiki Commons

Esse museu de arte a céu aberto reúne as esculturas do ceramista pernambucano Francisco Brennand (1927-2019), incluindo a icônica Torre de Cristal, inspirada em uma flor descoberta pelo paisagista Roberto Burle Marx. Ao todo, o parque reúne 90 peças em homenagem aos 500 anos do descobrimento do Brasil. Além das obras, não deixe de admirar a vista para Recife e Olinda.

E – Hora de refrescar!

Chegando ao Marco Zero, no coração do Bairro do Recife, ou Recife Antigo, visite o Centro de Artesanato ou vá direto se refrescar com um sorvete na Cioccolatte Gelateria, logo em frente. Não deixe de provar o de bolo de rolo. Também é um bom lugar pra tomar um café e dar uma descansada no ar condicionado.

F – Centro Cultural Cais do Sertão

Museu Cais do Sertão
Museu Cais do Sertão l Créditos: Wiki Commons

Esse lindo museu à beira-mar retrata a cultura do sertão nordestino e homenageia o compositor Luiz Gonzaga, Rei do Baião. Instalado num antigo armazém restaurado, surpreende com a sua arquitetura contemporânea, marcada por um imenso vão livre e painéis que “brincam” com a incidência da luz. Tem ótimas instalações artísticas e recursos interativos.

G – Rua do Bom Jesus

Rua do Bom Jesus
Rua do Bom Jesus l Créditos: Wiki Commons

Cartão-postal do Recife Antigo e, possivelmente, a rua mais bonita da cidade, é forrada de paralelepípedos e ladeada de casarões coloridos em estilo colonial. Abriga a primeira sinagoga das Américas e um pequeno museu dedicado aos Bonecos Gigantes de Olinda. Aos domingos, recebe uma tradicional feira de artesanato.

H – Praça da República

Baobá estrela da Praça da República
Baobá estrela da Praça da República l Créditos: Wiki Commons

A estrela da praça, que tem paisagismo de Burle Marx, é um baobá, árvore africana adorada pelos recifenses. Ao redor ficam o belíssimo Teatro de Santa Isabel, inaugurado em 1850, o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo do estado de Pernambuco, e o Palácio da Justiça.

I – Monumento Tortura Nunca Mais

Concebido pelo arquiteto piauiense Demetrio Albuquerque e inaugurado em 1993, o primeiro monumento em homenagem aos mortos e desaparecidos políticos brasileiros durante a ditadura militar fica na Rua da Aurora, conhecida pelos sobrados coloridos. Repare no painel de Luiz Gonzaga feito pelo artista Kobra, do outro lado do rio.

J – Mercado da Boa Vista

Mercado da Boa Vista
Mercado da Boa Vista l Créditos: Wiki Commons

Além do chá mate que dá nome à casa, essa tradicional lanchonete inaugurada em 1984 tem salgados, sanduíches e bolos a preços populares, reunindo frequentadores fiéis. Vale também conferir a Praça do Sebo, ali perto. Como o nome sugere, esse cantinho histórico da cidade reúne diversas lojas de livros usados, além da estátua do poeta Mauro Mota.

Um resumo do rolê de bike por Recife

Este percurso tem cerca de 10 km e, em Boa Viagem e Brasília Teimosa, conta com ciclovia. Já no Recife Antigo, a velocidade máxima é de 30 km/h, o que garante tranquilidade. A partir da Praça da República, a pista tem um fluxo mais intenso de veículos. Os únicos trechos com leve inclinação são as travessias das pontes Buarque de Macedo (entre os pontos 8 e 9) e Duarte Coelho (entre o 10 e o 11). Se possível, faça o passeio durante a maré baixa. Na alta, há o risco de se molhar com as ondas que batem nos arrecifes no acesso ao Parque das Esculturas.


O Básico pelo Brasil

A Hering subiu na bicicleta para colorir Recife, São Paulo e Rio de Janeiro e também apresentar a sua nova coleção de peças que têm tudo a ver com conforto e com o que se quer para deixar a vida mais básica e solar. Fique de olho para se inspirar a pedalar por aí e conhecer o Brasil com a gente!
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