Solar People

Bela, arretada e do mar

Por
Eloá Orazem
Em
10 junho, 2016

Sem temer quem lhe adora à própria sorte, Carolina Martins não foge à luta e prova que lugar de mulher é mesmo no tanque – de guerra! No front de uma revolução pra lá de pacífica, a carioca de 33 anos é a mentora do Na Praia, um app original que banhou de tecnologia a orla do Rio de Janeiro, unindo, em poucos cliques, banhistas a ambulantes e barraqueiros. Arquiteta por formação, Carol enfrenta suas batalhas (e seus medos) na base do instinto e da sinceridade, e encara de peito aberto as dores e as delícias do empreendedorismo em tempos líquidos. Com cicatrizes no corpo e na alma, a carioca boa de praia não teme deixar-se à mostra e prova que as marcas que tanto contam seu passado dizem ainda mais sobre seu futuro: ela vai até onde (e até quando) bem entender. Custe o que custar.

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O app Na Praia foi a sua primeira aposta no empreendedorismo, Carol?
Não, não! Meus pais dizem que eu nasci para ser empreendedora. Desde criança eu pratico essa arte: já vendi açaí, já vendi bolsa… Também já fiz massagem, já fiz unha e depois ainda tive escritório de arquitetura em Brasília. Aliás, foi neste último que eu acabei me apaixonando muito por essa coisa de dinâmica urbana e urbanismo. O aplicativo supriu a minha vontade de prestar um serviço pra cidade, de desenvolver algo que tivesse mesmo utilidade pública. Tá parecendo que eu tô tentando romantizar a coisa, mas é real: juntou o lado de empreender com o lado de pensar a cidade.

Mas como foi que o aplicativo surgiu?
Aconteceu assim: no ano passado eu sofri um grave acidente de trânsito. Fiquei em coma, quebrei o fêmur, a costela, a bacia, o punho, rompi a femural. Fiz quatro transfusões de sangue e por aí vai. A recuperação pedia que eu ficasse sem andar por muito tempo, e foi nesse período que comecei a pensar no app, a montar o plano de negócio. Porque eu não aguentava mais aquela situação, sabe? Já tinha visto todas as séries! E estava louca para me sentir produtiva. Comecei a trabalhar com o app e o meu ex me ajudou muito, mas a carga de estresse era enorme.

E como tá sendo essa aventura de empreender no maravilhoso mundo da tecnologia?
É bem bipolar e bem autoajuda esse negócio de empreender. É muito mais autoajuda que técnica. A gente acha que é curso e aula, mas é muito mais você pegar e falar “vamos lá, vamos em frente, eu não vou desistir”. Mas tem dia que eu acordo com o fantasma da concorrência, achando que vai chegar outro com mais dinheiro e me derrubar em dois, três dias. Mas aí eu respiro e penso nas coisas que fiz. Em outras ocasiões, sou assombrada pelo fantasma da má ideia, porque depois que a gente convive tanto com uma única ideia, a gente começa a questioná-la e, por vezes, sentir-se inseguro. Depois tem o fantasma da tecnologia, fico pensando que o app tá muito ruim e eu preciso melhorar. Aí tem o fantasma da gestão: meu Deus, o que eu tô fazendo? Eu sou péssima, sou arquiteta, o que estou fazendo gerenciando uma empresa? Mas sabe, eu vou errando pra caramba, todo dia é um erro novo, porque percebi que não tem fórmula. Fico obcecada, lendo o máximo de revistas e artigos que posso, devorando cases, mas não tem receita pronta.

De fato, os desafios não são poucos. O que te faz continuar?
Pra eu te explicar de onde vem parte da minha força, preciso explicar como o Na Praia funciona: de um lado tenho o usuário e do outro, uma rede que eu tô cuidadosamente montando desde outubro do ano passado. Essa rede é composta por barraqueiros e ambulantes, geralmente pessoas bastante simples. Pois que, do nada, eu recebo um WhatsApp do tipo “não desista, tenha força!” No Facebook, dia desses, postei uma mensagem no dia do trabalhador e vi vários deles curtindo e me incentivando: “acredito muito em você” – e aí não tem como eu ficar pessimista. A rede me apoia e isso é maravilhoso. Olha essa mensagem aqui, do Aristeu: “já disse que você pode contar comigo, tá combinado!” Se eles acreditam no projeto, e se todo mundo elogia o projeto… Como eu falei, você vai convivendo com a sua ideia e passa a achá-la repetitiva, vazia. Mas eu recebo tanto feedback positivo e tanto carinho, que fico animada de novo!

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Sei que o aplicativo é bastante instintivo para o usuário, mas imagino que os barraqueiros e ambulantes talvez tenham suas ressalvas em participar de um projeto pioneiro como esse…
Muito dos barraqueiros são assim, alheios a tecnologia. E é natural a resistência, porque estamos mexendo com dinheiro e eles gostam das notas ali, “vivas”, nas mãos deles. Foi a mesma resistência que o Tallis (Gomes), da EasyTaxi enfrentou no começo – e o dele foi muito pior. O problema maior é esse, de mexer com grana, porque a transação é feita pelo aplicativo. Eles gostam do dinheiro físico e não têm a percepção de que a grana, pelo Na Praia, vai estar na conta indicada. E alguns deles nem conta têm! É uma galera que trabalha muito e não tem noção de quanta economia eles movimentam. Falta autoestima para entender que aquele trabalho é sim essencial.

É verdade, muita gente nem deve ter noção do quanto eles movimentam.
Pô, tem uma barraca bem consagrada aqui no Rio que, durante o verão, fatura 90 mil reais. As cifras são tão atraentes que tempos atrás cadastrei uma ambulante que é formada em publicidade e administração. A moça resolveu vender cerveja no Carnaval retrasado e nunca mais parou.

E alguns ambulantes e barraqueiros já usavam o WhatsApp para turbinar os negócios, né?
Exatamente! E por isso eu acho que a minha ideia não é nada demais, é só uma identificação de demanda, porque os mais descolados já usam dispositivos de mensagens para atender os clientes. Esses trabalhadores são extremamente criativos, gostam de atender bem, de inovar, de criar vínculo com o cliente – e o Na Praia vem para preencher esse gap. Você tem um cliente que quer entrar em contato com o vendedor e já usava o WhatsApp para isso, mas porque não usar uma plataforma mais apropriada e bem direcionada? Você conversa e já paga, direto pelo celular. O aplicativo também está em inglês, o que resolve outra questão. Um história engraçada: na Bahia, no ano passado, vi um cara tentando fazer mímica para explicar casquinha de siri. Era muito engraçado, mas pouco eficiente. E a plataforma ainda torna tudo mais seguro, porque você não precisa do dinheiro vivo e deixa tudo tabelado, então não existe a história do gringo pagar mais caro que o local.

Impossível também ignorar a falada crise no Brasil. Como você lida com isso?
O Brasil tá muito estranho. É difícil não se deixar levar pelo pessimismo, porque minha chance de monetizar o app é por anunciante, porque por operação é difícil. No final do ano passado, eu tentei patrocinador via agência, e eles estavam com o planejamento fechado e falavam da crise, do aperto. Não tá saindo dinheiro… Mas, olha, eu acredito que dinheiro é virtual. Você pega uma agência dessa de avaliação, rebaixa a nota de um país e muda a vida de tudo mundo. Como assim? Por que a nota antes era alta? Cadê aquelas reservas? De quem é o interesse? Pronto: habemus crise! É difícil segurar a onda, mas é o que tenho agora: empreender. Larguei muita coisa pra isso.

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A empresa foi mudando muito ao longo do processo?
Primeiro encontrei uma empresa de programação, agora eu tenho programador próprio. Tinha funcionários, mas faz algumas semanas que eu decidi acabar totalmente com a minha parte offline, agora faço tudo online. Vou pegar a grana que gastava em salário e investir. Cada ponto que você abrir, você coloca seu código no aplicativo e ganha um valor X, a mesma quantia que antes eu pagava para um funcionário. Você ganha ainda código de desconto pra clientes.

Mas por que tomou essa decisão?
Para ser coerente com o que eu acredito e porque eu não gosto de ser chata. Hoje eu faço tudo: arte, cuido do Facebook… Com funcionários, eu tava ficando chata, estressada, de picuinha, sabe? Falando coisas como “ai, você não trabalhou 6 horas no dia”. Até que um belo dia eu tive um insight: vou fazer tudo online, porque a vida é online. Como nunca ninguém me ensinou que era assim? Eu acreditava naquela coisa de que empresa tem que ter funcionário… “Como assim uma empresa sem funcionário?” Parece óbvio, mas a gente fica tão cego, tão preocupado com um único problema, que a gente deixa de ver a coisa como um todo, deixa de pensar no sistema. Mas, de repente, a mágica acontece, e as coisas se encaixam Tinha cinco funcionários, baixei pra quatro, fiquei com três e agora não tenho nenhum. Não gosto de ser uma pessoa chata. Minha divulgação também vai ser toda online: vou dar código de desconto na barraca X e incentivar novos usuários. Eu não tenho dois milhões de reais para uma megacampanha, meu investimento é caseiro.

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A grana – ou a falta dela – é o maior desafio para o negócio?
É um desafio, com certeza, mas não sei se existe um que seja o maior. Pega muito também a máfia da praia, que já tá institucionalizada com essa coisa dos quiosques. Tem um cara que é dono de vários quiosques na orla e ele não deixa nem chegar perto dos lugares – não consegui nem conversar com ele. Antes era aquela bagunça de todo mundo poder anunciar na praia, lembra? Aí veio a história da lei orgânica, que beneficiou muito os donos de quiosques, que é uma lei que proíbe a publicidade na praia – então a coisa acontece de forma muito mais discreta. Eu gosto da lei, acho que a cidade não tem que virar um outdoor ambulante. Só que, para pra pensar: qual o melhor lugar do mundo pra você anunciar qualquer coisa? É na praia, né? Porque é um lugar que você está lá, felizão, e quem fica na areia por mais de duas horas, vai, de alguma maneira, consumir algo. Só que com essa lei orgânica, as marcas começaram a procurar as associações para distribuir Skol, Itaipava, Brahma e outras. E qual foi a estratégia brilhante que eles acharam para poder vender mais uma marca que a outra, já que você não pode fazer propaganda e nem forçar o consumidor a comprar um determinado produto? Eles começaram a deixar mais geladas as cervejas que eles querem vender mais. Por essas e outras eu acredito mesmo que o app surge como a melhor possibilidade pro anunciante: promove a marca de maneira leve, discreta e descolada – e fala direto com o consumidor final.

Como assim?
Por exemplo, eles querem vender a Itaipava, então deixam todas as outras quentes. Eu nunca pensei nisso. E essas associações acabam ganhando um dinheirinho bem legal para distribuir essa marca, viu? E aí eles veem o app. Se eu conseguir ligar a rede toda, eu vou incomodar muita gente.

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Você já foi ameaçada por isso?
Já me chamaram de vaquinha e outros absurdos. Mas parte disso talvez seja culpa do mito que custa milhões pra desenvolver um app, e os próprios barraqueiros acham que eu tô ganhando muito dinheiro – e eu não estou, por enquanto. Mas no meio de tudo isso, acontece umas mágicas. A gente perde uma pessoa e ganha outras que te apoiam. O Aristeu, cara, ele é barraqueiro há 36 anos, veio da Paraíba com 16 anos, chegou em meio a ditadura. Sambista, já compôs vários sambas enredo pra Grande Rio e rala muito na areia. Alguns dos ambulantes acordam às 5 da manhã, saem lá de Caxias, vêm montar barracas. Eles não têm noção de que são comerciantes, que são empreendedores. A partir do momento que perceberem o poder daquele negócio, que podem vender outros produtos e marcas, eles vão melhorar.

Você como faz para ajudá-los nesse sentido?
Eu os admiro tanto que eu fui atrás de um vereador e propus que ele fizesse o Dia do Comerciante de Praia, que passa a ser celebrado todo 18 de março. Durante as conversas que rolavam enquanto corria o projeto de lei, eu sugeri fazer a eles uma homenagem. Eu preciso ser criativa, porque eu não tenho dinheiro, e preciso homenagear a minha rede – reconhecê-los e também exercer algum tipo de liderança sobre eles. Pra esse evento que a gente fez, o vereador distribuiu setenta menções honrosas e uma medalha, a medalha Pedro Ernesto. Essa medalha ia para a associação, só que o líder da associação não quis, porque ele é cabo eleitoral de outra vereadora. Foi um divisor de águas ter colocado todo mundo junto, num mesmo lugar, e homenageá-los.

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Você acha que certas coisas no mundo dos negócios são mais difíceis pelo fato de você ser mulher?
Ser mulher no Brasil é carma, e essa questão do feminismo me toca demais. Tudo tem o viés machista. Quando você tá estressada, você é histérica. Por que o cara me chama de maluca, de vaquinha? Quando você é firme, você é agressiva. E eu não sou nem um pouco agressiva, mas eu sei ser firme também. Por que mulher não pode ganhar dinheiro e fazer negócio? Acho um absurdo como nos referimos e tratamos a Dilma em meio a esse surto coletivo. Isso fere a minha alma de mulher. É uma inquisição. Pensa se fosse um homem? O âmago da questão é isso mesmo: ela é mulher, e a maneira como tudo se desenrola tem a ver com isso.

Você mudou ao longo do processo de empreender, Carol?
Hoje sou muito mais pé no chão. Aprendi que, nos negócios, não há espaço pra nada infantil, pra suas ego trips. Não tem espaço pra vaidade. Mês passado a gente foi fazer um evento na Lagoa, ofereceu wi-fi grátis e fez um piquenique. Eu e meu ex, que também é meu sócio, havíamos nos separado há poucos dias, mas chegamos lá supercedo para montar as coias e ficamos até às 2 da manhã. É um negocio de verdade e a roda precisa girar. Você fica rodeada por números: você sabe quanto custa tudo, quanto custa o seu tempo. A vida ficou mais dura, mas mais real.

Caramba, ainda rolou separação no meio disso tudo. Não precisou de um tempo pra assimilar tanta informação?
Eu fiz um retiro. Meu sonho antes do acidente de carro era ser professora de yoga, sou alucinada por yoga. Eu gosto dessa coisa de mergulhar pra dentro, acho importante. Fiz esse retiro depois da separação, foram dez dias de silêncio, e olha que eu falo pra caramba.

Como foi ficar esse tempo todo em silêncio, então?
Você fica quieta, mas sua cabeça continua falando. No primeiro dia, eu achei que ia sair dessa experiência e o mundo teria explodido, que um concorrente teria chegado. Você pensa um monte de merda. Aí, quando eu saí do retiro, peguei meu celular… cara, não tinha nenhuma mensagem. Te juro que deu um pouco de tristeza. Pensei, “eu não sou insubstituível e as coisas não vão explodir se eu ficar fora”. Agora sei que tudo vai dar certo e dei uma mudada – foi nessa ocasião que decidi fazer tudo online. Sabe, todo mundo cobra que a coisa dê certo, porque a ideia é boa. O dia que eu ficar famosa (risos), quando me perguntarem alguma coisa e eu puder dizer o que é o mais chato de empreender, vou dizer que é a galera dando palpite e opinião sobre o seu negócio: “faz isso, faz aquilo, faz assim, faz assado”. É tipo filho, que todo mundo acha que sabe como criar. Claro que tem opiniões que são enriquecedoras, mas é muita gente dando pitaco. Empreender é um exercício de humildade, mas eu sou taurina. Eu brinco que, como boa taurina, eu sou persistente e preguiçosa, e digo ainda que esse app, nada mais, nada menos, é uma necessidade de taurino: você fica lá sentando e quer que te atendam.

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Imagino que muita gente tenha falado para você começar por São Paulo…
Ah, sim, muita gente mesmo. Mas eu ainda acho que o Rio é o lugar certo para começar. Pesquisei bastante e tudo me levava pra Ipanema como ponto de partida. E deu certo! Rio de Janeiro é o Brasil todo. Uma amostra do que acontece no país todo. A praia é uma amostra: da autoestima, da dificuldade de mudar um conceito. Agora é hora de crescer, de ir pra São Paulo e outras regiões, mas o começo tem que ser aqui. Sou apaixonada pelo Rio, minha família toda é daqui. Até quando eu morei em Brasília, vinha muito ao Rio, acho a cidade da catarse. Tipo uma Índia, quase! (risos) Além das razões emocionais e subjetivas, acho o Rio esteticamente muito simbólico, e isso tem muito a ver com a praia.

O que é que o sol tem que mexe tanto com a gente, hein? Por que a gente é mais feliz no verão, na praia?Energia. Fotossíntese! A natureza é tão generosa, que nos deu água pra beber, terra pra plantar, ar pra respirar e sol pra nos encher de energia. Eu amo o Sol. Basta algumas horas de exposição solar que uma terra inteira se recarrega. Faz carro andar, chuveiro ligar. Sério, não entendo petróleo no mundo: a gente pode tirar toda energia do Sol – que além de tudo é wireless.

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Eu sei que, por conta do acidente, você traz no corpo algumas cicatrizes. Somos um bicho vaidoso por natureza… Foi tranquilo pra você lidar com as marcas do acidente? Como você lida com a Carol que te olha pelo espelho?
No começo foi estranho: eu não podia ficar triste pelas cicatrizes, porque sobrevivi. Antes de eu pensar em reclamar, já chegava alguém e dizia: “Ah, isso não é nada! Melhor essas cicatrizes, do que ter perdido as pernas.” Claro, né. Óbvio. Embora esse pensamento fosse óbvio e reconfortante, intimamente ficava preocupada. Principalmente por pensar que as cicatrizes nunca me deixariam esquecer das dores físicas e emocionais que senti. Fiquei de molho algum tempo, fisioterapia, troca de curativos. As feridas demoraram pra fechar. Eu não podia ver nem meus cachorros. Comecei a andar, manca, com cicatrizes. Dia após dia, as dores diminuíram, as feridas fecharam e nada tirava minha alegria de perceber que tudo passa e nos transforma, nos melhora. Nem pensei mais nas cicatrizes. Mas era engraçado ver as pessoas olhando horrorizadas, tentando entender o que tinha acontecido. Hoje sou muito tranquila, até gosto delas. Me lembram da minha força de vontade e da impermanência de tudo. Não importa quão grande seja a dor, ela passa. As feridas fecham e viram cicatrizes que lembram o que já passou.

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