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Tabaco solto: não se deixe enrolar pelo hype do cigarrinho natural

Por
Adriana Setti

O tabaco “natural” saltou da roça ao circuito mais cool nos últimos anos e muita gente entrou numas de largar o cigarro industrial pra fumar “só um tabaquinho”. Aqui, trazemos verdades incômodas para essa galera.

Basta contar quantas tabacarias abriram em São Paulo e no Rio de Janeiro nos últimos anos para constatar que o tabaco “natural” saltou da roça ao circuito mais cool das grandes cidades. Nesse meio tempo, muita gente entrou numas de largar o cigarro industrial para se enganar fumando “só um tabaquinho” de enrolar. Mas, mesmo que tenha menos aditivos que os Marlboros da vida, esses cigarrinhos podem ser uma bomba-relógio para a sua saúde. Aqui, compilamos resultados de estudos científicos e verdades incômodas.

A OMS é clara

As tabacarias vendem o tabaco solto como um produto natural, sem química ou pólvora. Mas a OMS adverte: “O tabaco é prejudicial em todas as suas formas e não existe um nível seguro de exposição”.

Calma que piora

Um estudo publicado pela Sociedade Espanhola de Saúde Pública revelou que, ainda que tenha menos aditivos, um cigarro de enrolar supera os níveis de nicotina, alcatrão e monóxido de carbono de um convencional.

A conta não fecha

Você acha que fuma menos quando tem que enrolar? Segundo o pneumologista Paulo César Corrêa, coordenador da Comissão Científica de Tabagismo da SBPT, um cigarro artesanal equivale a três convencionais.

Ritual macabro

Adeptos do cigarro de enrolar também costumam curtir escolher o tipo de tabaco, dichavar, enrolar… Se liga: especialistas em dependência acreditam que esse ritual prazeroso torna ainda mais difícil largar o vício.  

Ainda não se convenceu?

Estudos indicam que pessoas que fumam cigarros artesanais têm maior probabilidade de desenvolver Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), como enfisema e bronquite crônica.