“Meu vício é gente”, dizia Vania Toledo, a fotógrafa que registrou nomes como Gal Costa, Rita Lee, Cazuza, Gil, Caetano e outros gigantes.
Vania Toledo (1945-2020) adorava gente suada e subversiva. Nasceu em Paracatu (MG), mas tinha o circuito underground do centro de São Paulo como habitat natural. Começou a fotografar por diversão e acabou se tornando uma das principais documentaristas da cena cultural dos anos 1970 aos 90, clicando, nos bastidores, grandes figuras da música e do teatro nacional. Seu acervo acaba de ser adquirido pelo Instituto Moreira Salles.


“A grande coisa da Vania era estetizar a própria vida. Ela era independente e livre. Fotografava o que via, e fazia isso lindamente, porque era muito verdadeiro, sem elucubrações. Era o que era: onde ela estava, era o que fazia.”
Bob Wolfenson, fotógrafo, em entrevista à revista Zum, do IMS


“Em tudo o que interessava ela estava presente, e era única em fazer esse tipo de foto, em pegar aquela vibe. Foi a cronista visual de uma época, era a cara de toda uma trupe que fez e aconteceu, quando a noite era embalada não por drogas sintéticas, tinha uma purpurina maior no ar…”
Joyce Pascowitch, jornalista, em entrevista à Zum


“Aquela coisa: Vania Toledo conhecia todo mundo. A combinação de uma personalidade carismática, a mente rápida, o humor afiado e a risada inconfundível. Com muito charme e uma Yashica na mão, abriu portas e oportunidades para traçar uma trajetória única e original.”
Trecho de reportagem de Érika Palomino na revista Zum

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