A comunicação digital rápida está mudando nossas relações pessoais e profissionais e, muitas vezes, estamos tratando nossos pares como robôs. Como sair dessa?
Tanto tempo em frente a uma tela parece estar contribuindo pra piorar as nossas interações com humanos. Na rotina atual, estamos normalizando a ideia de respostas rápidas e precisas, quase automáticas. No jargão do marketing digital, isso é chamado de CTA, abreviação pra call to action. Eu digo, você faz. Mas até que ponto estamos transferindo essa expectativa para as pessoas à nossa volta?
Meu nome não é Alexa

Plataformas como Slack, Notion e Monday garantem que a gente possa trabalhar de qualquer lugar do mundo, com tarefas sendo delegadas com a mesma praticidade com que se pede pra Alexa tocar uma música. Mas isso levanta uma questão: será que estamos nos desumanizando?

“As interações cara a cara nos proporcionam um contexto humano impossível de se captar por ferramentas digitais. Esse contato visual e pessoal nos faz ajustar a maneira como tratamos os outros: nos tornamos mais pacientes, compreensivos e solidários.”
Ricardo Moreno, fundador do The Summer Hunter, em sua coluna na Fast Company Brasil

A pergunta do milhão

Não que o retorno ao trabalho presencial seja a solução. O ponto é: como manter a empatia e a conexão humana mesmo à distância?

Um estudo da Microsoft revelou que o excesso de comunicação digital está associado ao aumento da sensação de isolamento e exaustão, com 54% dos colaboradores relatando que se sentem emocionalmente desconectados dos colegas.
Você está bem?

Por trás de cada mensagem ou comando, existe uma pessoa que merece atenção. Por isso, é fundamental humanizar nossas interações. Pequenos gestos, como perguntar sobre o final de semana de um colega, criam um ambiente de confiança e promovem conexões mais profundas.
Ilustrações: Eduardo Gayotto